Publicado por: Lourival Dias | 11/05/2020

Hoard of the Dragon Queen – Reporte de Sessão 3 (D&D 5e)

Antes dos aventureiros partirem para o sul, a anã que havia sido resgatada junto com Aerendyl acordou. Conversando descobriram que ela era uma clériga de Moradin, que havia chegado até Greenest para espalhar a palavra de seu senhor e também produzir cerveja, já que era mestra cervejeira.

Após terem se conhecido melhor e Gisgodra ter se interessado pela missão de seguir o rastro daqueles invasores, partiram rumo ao sul.

Andaram pelos campos verdes, sempre seguindo as trilhas das carroças dos invasores. Era muito evidente que as pegadas dos invasores se encaminhando para fora da cidade eram bem mais profundas do que aquelas que se dirigiam para Greenest, possivelmente por conta do saque que agora estavam carregando.

Conforme caminhavam os aventureiros começaram a avistar a região para onde se dirigiam, era uma área bastante montanhosa. Primeiro vieram as colinas, então começaram a surgir aqui e ali, algumas elevações de terra bastante proeminentes, alguns desses elevados se erguiam a até 30 metros do chão.

Já era quase meio-dia quando avistaram a frente uma pequena e estreita coluna de fumaça. Foram bem devagar e sorrateiros até conseguiram ver um pequeno grupo formado por alguns cultistas e cerca de uma dezena de kobolds. Não demoraram muito para decidir que deveriam atacar logo, enquanto estavam distraídos. Justamente nesse momento aquele bando estava preparando uma refeição. Logo mataram todos, exceto um kobold que foi posto pra dormir e assim que acordou foi interrogado. Somente disse que estavam indo para o sul e que logo estariam em casa, mas suas palavras não indicavam crédito algum.

Conseguiram recuperar em um saco alguns candelabros, bandejas e esculturas religiosas, mas nada demais. Continuaram seu caminho.

Era final da tarde quando chegaram até uma ravina. Estavam no fundo desta, pareces rochosos de um lado e de outro, quando Youlla viu á distância um rosto de um homem, aparentemente, que olhou para eles e se escondeu.

Decidiram subir a encosta, pois aquilo estava parecendo com uma emboscada. Ao chegarem lá em cima e andarem mais um pouco foram surpreendidos por cultistas usando túnicas de couro e mantos largos e negros. Muitos usavam arcos, enquanto outros partiram para o ataque portando cimitarras.

Foi uma luta bastante tensa. Muitos caíram feridos, mas logo conseguiam ser curados por preces ou magias, mas não demorava muito para que tombassem em batalha novamente. Quase morreram, mas, ainda assim, conseguiram pôr fim á vida daqueles cultistas, exceto de três que fugiram, possivelmente para avisar a outros.

Resolveram passar a noite em um acampamento improvisado perto de rochas, um pouco distante da ravina, onde Kurodo armou dispositivos de vigia para evitar que fossem pegos desprevenidos, ainda assim montaram turnos de guarda evitando surpresas.

A noite chegou. Era o momento para descansar e pela manhã partir em busca do acampamento dos invasores.

Publicado por: Lourival Dias | 24/04/2020

Hoard of the Dragon Queen – Reporte de Sessão 2 (D&D 5e)

OD&D caos ainda reinava ao redor de onde os aventureiros estavam. Gritos, brandir de espadas, o guincho da criatura alada que sobrevoava a cidade, focos de incêndio por toda a parte. Tudo era confusão.

O elfo que estava dentro do saco recobrou a consciência. Disse que seu nome era Aerendyl Galanodel, um druida de uma floresta próxima, que tinha ido até a cidade, ao perceber aquela invasão, para ajudar as pessoas. Informou ainda ao grupo que a última coisa que se lembra, antes daquelas pessoas terem lhe nocauteado, foi que “ele serviria como oferenda à nossa deusa”.

Após se recuperarem, decidiram seguir até a casa do tio de Youlla, que morava na cidade. Seguiram por uma rua até que cinco humanos surgiram entre duas casas à esquerda. Era uma família. Um homem mancando, bastante ferido, uma mulher portando um escudo e uma lança quebrada, porém com oito kobolds vindos atrás deles. Como as criaturas estavam mais interessadas na família do que nos aventureiros não notaram a presença desses. Foi quando o combate iniciou, muitos dos monstros foram logo mortos sem saber o que estava acontecendo, porém, uma das últimas criaturas reptilianas, percebendo a situação, não avançou na direção dos combatentes, mas sim do pai daquela família, e sem medir consequências o apunhalou até a morte! A ira dos aventureiros cresceu, partiram contra aquele monstro e também puseram um fim nele.

Não demorou muito para que um grupo de cultistas, kobolds e um Dragonete de Emboscada aparecessem e vendo que derrotavam os kobolds partiram pra cima sem pestanejar. O mago não pensou duas vezes e começou a gritar, pular, balançar os braços para chamar o máximo de atenção para si. Enquanto isso, seus companheiros, atacavam o máximo que conseguiam de longe. Espadas em punho, magias de fogo, tiros desconhecidos e flechas golpearam aqueles invasores em cheio e logo todos estavam mortos.

Chorando bastante, a mulher e seus filhos disseram que estavam indo para o forte. O provável local mais protegido da cidade. Todos decidiram seguir para lá, auxiliando aquela família, após tremenda perda.

Ao redor do portal de acesso ao forte estavam vários guardas lutando contra kobolds, cultistas e outras criaturas. Em meio à confusão os aventureiros junto com aquela família foram os últimos a passarem pelo portão do forte, antes de ele ser fechado. Dentro do mesmo uma verdadeira cena de guerra, guardas feridos, famílias chorando, mortos sendo empilhados. Acima, na amurada do forte, um nobre gritava ordens para seus guardas, o governador da cidade?

Procuraram por Tudom, o chefe da caravana, mas não o viram por ali. Mas enquanto procuravam um guarda, bastante alto e de cor negra se aproximou dos aventureiros e com grande entusiasmo reconheceu e falou com Youlla, era seu tio. Enquanto conversavam descobriram que não se sabia nada sobre aquele ataque e que Nighthill, governador da cidade, não sabia o que fazer, os invasores simplesmente chegaram e começaram a pilhar a cidade inteira. Informou ainda que haviam capturado um dos cultistas para tirar alguma informação dele. Kurodo agradeceu em pensamento aquela deixa, e enquanto os aventureiros continuavam a conversa foi ele mesmo ter com o prisioneiro.

Ao encontrar com o cultista amarrado, Kurodo deu o máximo de si para tirar o que podia daquele estranho. Este lhe falou que o objetivo do ataque era oferecer tudo à Rainha Dragão.

Ao contar aos companheiros o que tinha descoberto. Fharion Timzit logo se lembrou que aquele título faria referência à deusa Tiamat, só não entendeu o que aquelas palavras significavam por completo.

Foi aí que gritos desesperados por parte de Nighthill vieram á tona. Ele chamava desesperadamente seus guardas e arqueiros. Os aventureiros subiram para a amurada.

Vinda da escuridão, uma criatura caminhava para a pouca luz produzida pelas chamas ao redor do forte. A criatura era humanoide, mais alto que Youlla cerca de um palmo, sua pele era coberta por escamas azuis, seus dedos terminavam em garras e sua face terminava em um focinho alongado e proeminente que junto de seus olhos reptilianos o fazia lembrar um dragão. Era um Meio Dragão!

Ele parou cerca de 7 metros do portão principal do forte, atrás deles uma legião de cultistas e kobolds que se dispunham em várias fileiras. Aqueles que estavam mais à frente seguravam quatro prisioneiros humanos, cidadãos da cidade, que se encontravam ameaçados por lanças.

Foi, então, que o Meio-Dragão começou a falar em sua voz gutural: – Defensores de Greennest! Esta tem sido uma noite bem-sucedida. E estou me sentindo generoso! Vocês estão vendo estes prisioneiros inúteis e deploráveis? Nós não precisamos mais deles, então gostaria de trocá-los. Mande seu melhor guerreiro para lutar comigo e vocês poderão ter estes inúteis de volta!”.

Desesperado, Nighthill olhou em volta sem saber o que fazer, porém o tio de Youlla falou sobre o seu sobrinho e de como ele e seus amigos derrotaram várias criaturas e salvaram pessoas durante aquela confusão.

Youlla saiu e se posicionou à frente do Meio-Dragão. Ambos com suas espadas enormes em punho, encarando um ao outro. O guerreiro foi o primeiro a agir, mas suas espada não conseguiu penetrar a defesa natural da pele daquela criatura. E com um único movimento de sua espada, o Meio-Dragão rasgou o peito de Youlla que caiu inconsciente e derrotado.

– Era isso o que vocês tinham para mim!? Vocês são mesmo deploráveis! Matem todos!

E com as lanças os cultistas assassinaram a sangue frio os prisioneiros na frente do forte, na frente de seu povo.

Virando-se, o Meio-Dragão e seu séquito foram embora.

Com isso, todos perceberam que o dragão azul que sobrevoava a cidade já não mais se encontrava por lá. Já havia indo embora.

Os aventureiros correram e resgataram Youlla o levaram para dentro do forte e quase o perderam. O druida se provou um exímio curandeiro apesar de seus métodos pouco ortodoxos.

Após aquele combate, Kurodo foi ter de novo com o cultista preso. Falou que enfrentaram o Meio-Dragão deles. Foi nessa conversa que ele soube que o nome daquele ser era Langdedrosa Cyanwrath e que ele realmente era um dos chefes mais fracos. Que outros se mostrariam à altura para destruir a todos como Rezmir ou  Frulam.

Enquanto isso, o portão do forte se abriu e um guarda chegou trazendo a notícia de que os invasores estavam indo embora, rumo ao sul. Simplesmente decidiram deixar a cidade para felicidade de todos. Nighthill agradeceu aos aventureiros e falou que todos poderiam descansar e passar a noite no forte. E que na manhã seguinte veriam quais seriam seus próximos passos.

Amanheceu e então, após terem descansados, Nighthill chegou novamente com eles e disse que, apesar de terem ajudado tanto a cidade, gostaria da ajuda deles novamente. Gostaria que eles fossem atrás e descobrissem mais sobre os invasores. Queria que descobrissem local em que eles estão acampados, se é que estão, e, se possível, trazer algumas coisas do que foi pilhado da cidade. No retorno eles serão muito bem recompensados. Todos concordaram e começaram os preparativos para seguir viagem.

Um pouco depois um jovem andou até os aventureiros, mancando muito com sua perna esquerda enfaixada.

– O governador Nighthill me disse que vocês concordaram em seguir o rastro dos invasores e ver onde eles foram. Eu não queria nada mais do que ir com vocês, porém nessas condições eu os atrasaria. Estou muito preocupado com meu mestre, Leosin Erlanthar. Ele, nós todos, somos monges de Berdusk. Ele desapareceu eta noite, depois de uma luta particularmente feroz contra alguns dos invasores. Eu e mais algumas pessoas lutamos para chegar até o forte, com muita dificuldade. Leosin não conseguiu. Nós voltamos hoje cedo para procurar por ele, mas tudo o que encontramos foi seu cajado quebrado e seu colar de contas, que ele usa sempre.

– Mas nos diga. Como você se chama? E fale mais sobre o seu mestre. Disse Kurodo.

– Me chamo Nesim Walandra. Leosin, meu mestre, estava investigando estes invasores por meses. Eu temo que ele tenha tentado se infiltrar no grupo deles quando recuaram, ou pior, que tenha sido capturado e levado como prisioneiro. Ninguém entende esses bandidos mais do que ele, e seu conhecimento será inestimável contra eles. Quando vocês encontrarem o acampamento, por favor procurem por qualquer sinal de que Leosin esteja lá. Um dos meus irmãos já partiu para Berdusk para trazer ajuda, mas serão muitos dias até que a ajuda chegue. Qualquer coisa que vocês puderem fazer agora será abençoado. Caso ele esteja infiltrado digam a seguinte frase e eles os reconhecerá como amigos: “Berdusk ao Norte”.

E assim os aventureiros concordaram em seguir viagem, ver para onde os invasores foram, tentar recuperar o que foi pilhado e descobrir o paradeiro de Leosin Erlanthar.

Publicado por: Lourival Dias | 20/04/2020

Hoard of the Dragon Queen – Reporte de Sessão 1 (D&D 5e)

Uma caravana com várias carroças cheias de mercadorias percorria os Campos Verdes, rumo à cidade de Greennest. Três aventureiros faziam a segurança daquela comitiva que percorria as estradas serpenteantes dos Campos Verdes, ao sul da Costa da Espada, em Faerûn. Fharion Timzit, um gnomo mago; Kurodo Orlind, Halfling ladino; e Youlla Yiendi, humano guerreiro. Tudom e Youlla, em especial, estavam felizes em seguir aquela viagem, pois tinham parentes naquela cidade. Era uma oportunidade para revê-los.

O pôr-do-sol já se aproximava quando chegaram ao topo de uma elevação e dali puderam ver a cidade de Greennest a poucos quilômetros à distância. Porém, ao invés da cidade agradável e acolhedora que esperavam encontrar, a visão era devastadora. Colunas de fumaça negra subia das casas em chamas, figuras sombrias correndo de um lado para outro, além de algo assustador voando por sobre a cidade, um dragão! Greennest estava sob ataque de um dragão e de seu séquito. Para Fharion Timzit um dragão azul jovem.

Tudom e seus trabalhadores se desesperaram. Muitos, inclusive Tudom, partiram rumo à cidade para ajudar, encontrar seus parentes, ou ver o que podiam fazer pela cidade. Os poucos que ficaram com a caravana resolveram tirar as carroças da estrada e procurar um modo de protegê-las.

Quando chegaram na cidade os aventureiros só atestaram o que já tinham visto ao longe. Casas destruídas, chamas para todo lado, pessoas assustadas e feridas correndo. Terror.

Não demorou para que os nossos personagens serem recebidos por pequenas criaturas reptilianas de adagas em punho. Kobolds. Mesmo sendo criaturas pequenas e, aparentemente, fracas o combate se mostrou bastante cruel, principalmente quando o valoroso guerreiro se viu rodeado por essas pequenas criaturas e caiu, nocauteado, vertendo muito sangue devido aos vários ataques recebidos.

Ainda assim os três conseguiram derrotar as criaturas, mas não demorou para que vissem à frente, descendo a rua em sua direção, um grupo de humanos vestindo longas túnicas negras de cimitarras em punho. Dois deles carregavam um grande saco que fora jogado no chão no momento em que partiram em disparada para cima dos aventureiros.

Outro combate se iniciou. Eles tiveram que usar as várias habilidades que tinham aprendido ao longo dos anos para dar fim àqueles homens. O mago logo percebeu que se tratavam de cultistas fanáticos, enquanto lançava suas magias. Kurodo também empregou muito de suas habilidades de se esconder onde fosse possível e disparar sua arma tecnológica contra aqueles invasores.

Não demorou muito para que os viajantes tivessem matado aqueles cultistas e resgatado Youlla que se esvaia em sangue. Ficaram próximo ao uma casa vazia, trouxeram o grande saco para perto de si. E com todo o cuidado, olhando para todos os lados, temerosos por conta do dragão que continuava a sobrevoar a cidade, abriram o embornal e então viram seu conteúdo: duas criaturas feridas e desacordadas – um elfo e uma anã.

Publicado por: Lourival Dias | 08/08/2019

A Forja da Fúria: Sessão 1 (D&D 3.5)

A Forja da FúriaDepois dos acontecimentos envolvendo o druida Belak, o proscrito, e a árvore Gulthias na ravina nas proximidades de Oakhust, nosso grupo de aventureiros, formado por Eluni, Weenah, Mialle, Ren e James, voltaram para o vilarejo, devolveram o membro sobrevivente da família Hucrele, Sharwyn, bem como Sir Bradford, pegaram suas recompensas e se indagaram sobre o que fariam a partir dali.

Ren informou ao grupo que um dos itens que encontrou na Biblioteca dos Dragões na cidadela do subterrâneo da ravina era um mapa de uma antiga fortaleza anã conhecida como Khundrukar. Pelos seus conhecimentos básicos esse local abrigou, há 200 anos, o clã anão Durgeddin, mas nunca mais se ouviu falar deles.

Resolveram ir atrás de mais informações em um convento na cidade. Lá ficaram durante uma semana, podendo descansar e pesquisar sobre o que poderia ser a futura aventura deles. Leia Mais…

Publicado por: Lourival Dias | 04/01/2019

Para começar o ano!

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FELIZ 2019!

Publicado por: Lourival Dias | 29/07/2018

O RPG me ajudou a… #1

Nessa nova seção do blog vou apresentar alguns aspectos em que o RPG me ajudou. E para começar falarei sobre a importância do RPG em me tornar mais desinibido.

Sou um daqueles jogadores que se tornou mestre por falta de jogadores. Não tinha ninguém pra jogar comigo e pelo fato de querer jogar acabei lendo os livros e me preparando para mestrar, de modo que sempre joguei como mestre, pouquíssimas foram as vezes que sentei em uma mesa como jogador e quando o fazia era para jogar uma única sessão.

Assim, como tinha que ser o mestre se quisesse jogar, tive que colocar a timidez de lado.

Durante toda a minha vida sempre fui muito tímido, até mesmo hoje quem me conhece mais intimamente sabe que sou bastante retraído quando conheço uma pessoa pela primeira vez. Falar em público então, era um martírio. Mas então o RPG me alcançou.

O RPG passou a ser uma espécie de treino para o que eu viria a ser futuramente em minha vida.

Primeiro veio a profissão de professor. A prática de “esconder” a timidez, até por trás de uma “máscara humorística” permitiu que eu desenvolvesse muito bem as minhas atividades como docente.

Em postagens futuras falarei de uma grande ajuda que o RPG me deu em outra vertente relacionada à minha atividade de professor.

E para finalizar fica uma dica para aqueles mais tímidos. Não fique retraído. Além de ser um jogo extremamente interessante e divertido, é ótimo para construir novas amizades, fortalecer as já existentes e permitir uma mudança de comportamento. Faça como eu, permita-se ser mais extrovertido e use o RPG como “tratamento”.

Espero que tenham gostado da dica.

Até!

Publicado por: Lourival Dias | 17/07/2018

A Cidadela sem Sol: Sessão 5 (D&D 3.5)

Era o quarto dia de exploração. Ao acordar no amplo salão de Yusdrayl e fazer o desjejum, os aventureiros partiram para a área dos goblins.

Eles começaram a escutar vozes na região das prisões à frente. Sorrateiramente, chegaram perto e viram seis goblins discutindo, enquanto dois humanoides estavam amarrados e jogados no chão.

Furtivamente, Weenah começou os ataques com seu arco e então o grupo todo se voltou contra aquelas criaturas que logo foram mortas e seus prisioneiros libertados. Estes eram um humano chamado James e um gnomo por nome Gunto.

James era um ranger que estava explorando a Estrada Velha quando foi surpreendido pelos goblins e capturado. Gunto era um bardo que teve sua vila atacada por goblinoides, no ataque sua família morreu e ele saiu pelo mundo para se aventurar como estratégia de sobrevivência, já que atuava com sua gaita de foles, ganhando assim algum dinheiro, infelizmente também fora capturado por goblins. E agora estavam ali naquela masmorra no subterrâneo de Faerun.

Já que não tinham muito o que fazer resolveram seguir os outros quatro em sua aventura para então cair fora daquela construção.

Seguiram até se deparar com o grande salão parecido com o de Yusdrayl principalmente por conta das duas fileiras de colunas de mármore com dragões esculpidos. Porém ali estava muita fumaça provavelmente por conta de terem acendidos mais tochas. Enquanto andavam pelo salão escutaram vozes de goblins vindo de duas salas à frente.

Ao abrir a porta ao sul o mau cheiro do lixo e carne podre invadiu seus narizes, Dentro da sala haviam quatro goblins consertando suas maças-estrelas ao redor de um fogão de lenha. Mas com uma velocidade tremenda o grupo adentrou o recinto e os matou sem chance alguma de defesa.

Foram, então, em direção à outra sala. Era uma câmara enorme, um covil goblin recoberto pela sujeira espessa de vários anos de habitação pela espécie. Depressões nas paredes e candeeiros de solo cheio de fungos com brilhos violeta iluminavam a sala. Sob a luz fraca, dezenas de goblins, mais que trinta, cuidavam de seus afazeres diários, dormindo, preparando comida, discutindo, costurando etc. A parede sul abrigava um amontoado de itens variados, incluindo rodas de carroça, armaduras quebradas, armas enferrujadas, caixotes, pequenas estátuas, mobílias antigas entre outros objetos. Alguns guardas goblins e robgoblings circulavam por ali. Resolveram não explorar esse ambiente e seguir por outra porta ao norte.

Chegaram a um corredor que ao dobrar para a esquerda dava para uma única porta. Ao abrir esta porta viram uma sala com um poço circular de 12 metros de diâmetro. Uma luz tênue emanava do poço, iluminando vinhas doentias, brancas e cinzas que revestiam suas paredes, do lado oposto à entrada dos exploradores havia um trono de pedra erigido rusticamente encostado à parede onde estava sentado um robgoblin, ao lado esquerdo havia uma goblinesa com um longo vestido e um cajado, enquanto que do lado direito estava um estranho arbusto plantado em um vaso. Ao redor do poço, encostado nas paredes, vários goblins e robgoblins faziam a guarda da área, sendo que ainda tiveram tempo de ver um goblin saindo de dentro do poço e se postando em posição de sentinela. Weenah, furtiva como sempre, começou logo o ataque matando a goblinesa ao lado daquele que deveria ser o líder dos goblins. Logo as várias criaturas estavam correndo na direção dos atacantes, mas foram sendo mortos conforme iam se aproximando. Até mesmo o estranho arbusto partiu do vaso que estava plantado e adquirido forma humanoide atacou os invasores, mas logo fora destruído.

Depois de todos mortos, Weenah bateu os olhos nas mãos da criatura do trono e viu um anel com uma águia! Um dos anéis dos irmãos Hucrele. Além disso, decidiu abrir a arca ao lado do trono, ao abrir sua tampa uma agulha veio direto na direção do seu pescoço, mas com muita destreza conseguiu se esquivar.

Agora estavam em uma sala diante de um poço central. O que fazer?

Mialle desceu rapidamente pelas vinhas, uma vez lá embaixo foi surpreendida por esqueletos e ramos secos, felizmente seus ataques não surtiram efeito, de modo que ela conseguiu subir de volta pelo poço. Lá de cima os demais aventureiros passaram a atacar as criaturas com suas bestas e arcos.

O paladino pulou pelo poço, mas não contava de ser tão fundo e caiu inconsciente, mas logo todos os monstros foram mortos. Elluni curou Khalmyr e então estavam prontos para seguir viagem.

Todos desceram e caminharam rumo a um grande salão com colunas de mármore, cheio com mesas de madeira com vários frascos e objetos estranhos espalhados sobre as mesas. Era possível ouvir vozes advindo das últimas salas. Chegaram de maneira furtiva e viram goblins processando comida, tratava-se de ratos atrozes. Os aventureiros partiram contra as criaturas que foram logo mortas.

Após esse encontro decidiram ficar naquela sala para descansar.

Publicado por: Lourival Dias | 02/06/2018

A Cidadela sem Sol: Sessão 4 (D&D 3.5)

Depois do descanso os aventureiros se prepararam para atacar os goblins que transitavam do outro lado da barricada. Haviam ao menos três deles. Após alguns ataques surpresas, desferidos principalmente pela elfa, os outros exploradores entraram em ação, sempre atacando à distância, até que viram que era possível uma melhor aproximação, de modo que todos os goblinoides foram mortos.

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Goblin

Tentaram abrir uma porta antes da barricada, mas estava trancada. Havia uma outra à oeste, após a barricada, esta estava cheia de barris e caixas nas paredes norte e sul, deixando uma pequena passagem pelo meio da sala até uma porta oposta. Verificaram os barris e as caixas e estavam cheios de óleo, água salgada e carne apodrecida, caracterizando uma espécie de despensa dos goblins.

Atravessaram aquela porta oposta e se depararam com um grande salão com duas fileiras de colunas de mármore e dragões esculpidos, algumas tochas iluminavam relativamente bem o ambiente, neste salão haviam outras cinco portas!, mas não seguiram por nenhuma, resolveram voltar e explorar uma outra porta ao norte da barricada.

Esta outra porta dava para um corredor que virava à esquerda, este possuía ainda uma porta norte e uma a oeste ao final. Ao se aproximarem da porta ao norte escutaram vozes de goblins. Ao abrir a porta furtivamente os quatro se depararam com alguns goblins discutindo por alguns objetos e outros cozinhando algo em uma fogueira que haviam feito como um fogão improvisado. Assim, aproveitaram que os goblins estavam distraídos e desferiram um ataque surpresa. Logo todos estavam mortos. Após a matança, vasculharam a sala, no meio de algumas peças de prata e de ouro encontraram uma chave.

Continuaram a exploração seguindo pelo corredor à oeste até que ao se aproximar da porta ao final do corredor, um alçapão se abriu, Weenah conseguiu pular, mas Khalmyr caiu, felizmente este não sofreu graves danos. Após se recomporem do susto verificaram que a porta oeste estava trancada, mas tentaram usar a chave dos goblins e a porta se abriu.

Nesta sala cabeças de animais empalhados estavam adornando as paredes. Os suportes e molduras estavam sujas e as cabeças incluíam gado, ratos e outros, incluindo um par de rostos de kobolds. Pequenas mesas e gabinetes quebrados e esmagados atulhavam os cantos do aposento. Uma lança de ferro enferrujada estava no meio do salão, um pouco torta e suportava uma corrente arrebentada. Pequenas camadas de gelo fino recobriam parte das paredes, do chão e dos escombros o que gerava um pouco de frio. Observando um dos cantos da sala os aventureiros viram um pequeno amontoado de moedas, esculturas e cálices, acima desse monte olhando na direção dos presentes um dragão branco miúdo! Haviam encontrado Calcryx! Não fosse por Meepo, que se pôs à frente do grupo para recuperar o pequeno dragão, sabe-se lá o que poderia ter acontecido.

Calcryx

Calcryx

Na sala em que encontraram Calcryx havia mais uma porta. Destrancando a mesma dava passagem para o amplo salão das colunas esculpidas.

Assim, desse salão haviam mais quatro portas a serem exploradas. Resolveram voltar com Meepo e Calcryx até a líder kobold e tomar suas recompensas antes de continuar a busca pelos aventureiros desaparecidos.

Fizeram o mesmo caminho de volta até Yusdrayl sem maiores problemas.

Chegaram à sala do trono de Yusdrayl e então, após esta ter foram dadas algumas recompensas, como alguns pergaminhos mágicos, um amuleto e inclusive a chave que estava na boca da escultura do dragão. Além disso, teriam livre acesso às regiões da Fortaleza desde que estivessem dispostos a matar os goblins.

Yusdrayl

Então, descansaram ali mesmo no salão para partir para as regiões mais remotas da Cidadela sem Sol.

 

Publicado por: Lourival Dias | 01/06/2018

A Cidadela sem Sol: Sessão 3 (D&D 3.5)

Ao abrir a porta leste viram um longo corredor à frente, mas antes de partirem por ali Meepo se pronunciou. Informou que quatro outros aventureiros por ali tinham passado e não mais voltaram e que a sua líder, Yustrayl, poderia dar mais informações e quem sabe contratá-los para uma importante missão. Libertaram Meepo e acabaram por segui-lo até sua líder.

Chegaram em um grande salão com duas fileiras de colunas de mármore com dragões esculpidos. Ao final do salão, uma figura minúscula, reptiliana, com vestes longas e vermelhas, sentada em um enorme trono e protegida por três guardas se encontrava imponente, com um altar atrás de si, bem como uma grande escultura de um dragão com uma chave na boca.

Yusdrayl

Yusdrayl

Após muita deliberação ficaram sabendo que os quatro aventureiros de Oakhurst seguiram para a área sob influência goblin da Cidadela sem Sol com o objetivo de salvarem Calcryx, o dragão dos kobolds, porém há um mês que não deram notícia. Aqueles goblins estão sendo liderados por Belak, um proscrito que vive no jardim do Crepúsculo, uma região abaixo da Fortaleza. Porém, deveriam ter cuidado com criaturas semelhantes à árvores que por ali vivem. Assim, com a designação de Meepo para lhes mostrar o caminho até a área dos goblins, aventureiros e kobold partiram.

Seguiram justamente pelo corredor que haviam visto antes naquele dia. Durante a caminhada Mialle e Khalmyr se sentiram um pouco fracos, com uma dor no corpo, mas nada de mais preocupante. Até chegarem em uma sala com uma fonte. A mesma estava seca, sem água, e do seu fundo surgia a escultura de um dragão, uma inscrição circundava a fonte e dizia: “Que se faça fogo”. Do lado oposto à fonte havia uma porta de pedra com um dragão esquelético esculpido, ao se aproximar dessa porta era possível sentir um frio emanando da sala.

Os aventureiros resolveram adentrar aquela sala, mas a porta estava trancada e tinha uma inscrição: “Canalize o bem e abra o caminho”. A clériga então avaliou que ela deveria agir como que expulsando mortos-vivos e foi desse modo que a porta se abriu silenciosamente.

Dentro dessa sala haviam cinco sarcófagos com elfos esculpidos em alto relevo e um altar com uma vela acesa, uma poção e um apito com inscrições em anão.

Sarcófago

Usando sua habilidade de interpretar idiomas, a clériga conseguiu ler: “Azangund, o despertar da noite”, porém, logo após tocar o apito, os sarcófagos se abriram e cinco esqueletos puseram-se a atacar os exploradores. Após a surpresa da aparição, a clériga novamente conseguiu canalizar suas preces para expulsar aquelas criaturas que fugiram para as profundezas da Fortaleza.

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A paz voltou a reinar no ambiente não fosse o fato de Miallee assoprar o apito que tocou uma suave melodia. Não demorou muito dois esqueletos apareceram na porta e andaram calmamente, e sem nenhum indício de estarem agressivos, em direção à Miallee que passou a sentir uma raiva em seu coração, uma sensação sombria. Khalmyr, seu pai, logo se armou para destruir aqueles mortos-vivos, estes não ligaram pra ele e continuaram seu caminho.

Não demorou para todos perceberem que Mialle comandava aqueles esqueletos. Isso foi demais para Khalmyr e para os demais que se voltaram para destruir aquelas criaturas, mesmo com os gritos de impedimento da guerreira.

Após a destruição dos monstros, Khalmyr e Mialle caíram exauridos no chão, além de estarem cansados e ardendo em febre. provavelmente estavam sofrendo com alguma infecção transmitida pelos ratos atrozes que haviam os mordido.

Depois de recuperados, pegaram o apito e apoção e saíram da sala para seguir por uma passagem ao norte, a qual, indicou Meepo, era a área das prisões. Sorrateiramente adentraram nesse espaço, Weenah logo percebeu rastros de humanoides médios, três ou quatro, provavelmente os aventureiros de Oakhurst.

Havia à frente um pequeno corredor com três portas de cada lado, seguiram abrindo uma porta por vez, ora encontrando ninhos de ratos atrozes, ora encontrando adultos da espécie; felizmente os combates foram rápidos, silenciosos e se aproveitando do elemento surpresa.

Porém, ao seguirem, atravessarem um fosso e adentrarem na única sala que havia no caminho, além de vários ratos atrozes, havia um outro maior e aparentemente mais forte, quem sabe a mão daquela colônica.

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Ratos Atrozes!

Após um combate árduo e estratégico o enorme rato foi flanqueado por todos e finalmente morto. Dentro desta sala, além do odor pútrido de carne podre e dos corpos dos ratos, havia uma passagem, tal caminho dava para um  corredor, onde era possível ver uma barricada com o trânsito de pequenas criaturas do outro lado. Possivelmente os goblins. Era o momento de descansar para então confrontá-los.

Publicado por: Lourival Dias | 30/05/2018

A Cidadela sem Sol: Sessão 2 (D&D 3.5)

Após o descanso, os aventureiros continuaram a descer as antigas escadarias encravadas na rocha. Ao olhar pra cima era possível ver uma linha fina e branca, a fenda da ravina.

Chegaram a um pátio com o piso formado por uma camada de alvenaria arruinada e traiçoeira e uma porta a oeste, além da porta aparecia, acima de toda aquela parede, o contorno da estrutura que um dia deve ter sido uma grande fortaleza que afundou na terra anos atrás.

Vasculharam o ambiente, mas quando Weenah se aproximou da porta um alçapão subitamente se abriu e ela desabou em um pequeno buraco com um rato atroz preso, que logo se pôs a tentar mordê-la; felizmente Khalmyr a retirou do buraco enquanto as outras duas aventureiras cravavam suas flechas na criatura.

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Ao atravessarem a porta chegaram a uma sala redonda cheia de entulho que despencou, provavelmente uma torre destruída, quatro goblins mortos estavam espalhados pelo chão, carcomidos por ratos, enquanto outro estava preso por uma lança na parede norte. Haviam três portas de madeira nessa sala, vasculhando os corpos, nada encontraram, apenas espadas curtas enferrujadas.

Khalmyr escolheu abrir a porta sul, assim que o fez uma seta foi disparada por um mecanismo na parede posterior o acertando na altura da clavícula, felizmente foi apenas superficial. Diante deles três esqueletos de arqueiros, provavelmente, por conta de suas armas; o paladino tocou nos ossos e isso fez com que se levantassem com suas covas oculares vermelhas e prontos a atacar. Em um movimento rápido a clériga, Eluni, agitou seu símbolo sagrado de Pelor fazendo com que os mortos-vivos tentassem fugir horrorizados, o que facilitou a destruição dos mesmos pela força dos exploradores.

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Procurando no meio dos ossos haviam algumas moedas de ouro e prata, os arcos longos e flechas com um equilíbrio impecável dignas de arqueiros mortais, mas nada mais.

Sobraram duas portas. Na porta da esquerda encontraram uma sala com um rato atroz que logo foi morto, neste ambiente havia uma porta de pedra trancada. A última opção de passagem era a porta da direita. Esta dava para um corredor que finalizava em três portas. Da última, oposta ao local que estavam, era possível ouvir alguns ruídos, a elfa entrou furtivamente e se deparou com um salão amplo, cheio de inscrições verdes e brilhantes nas paredes, ela pode reconhecer dentre as várias palavras: “Existem” e “Dragões”, um poço no meio, para o sul uma jaula metálica, restos de fogueiras e um altar na frente da jaula com várias esculturas de dragão em jade, porém o que mais chamou sua atenção foi um kobold dormindo em um saco de dormir!

Meepo

Este fora acordado e interrogado, o medo intenso deste poderia estar escondendo suas reais motivações, seria um blefe?

Os aventureiros puderam retirar dele que se chamava Meepo, cuidava de um dragão, Calcryx, o qual fora roubado por goblins, além de lhes revelar o nome de sua líder, Yusdrayl.

Nas outras portas do corredor, uma estava vazia e a outra tinha um barril com vários canos saindo do mesmo; quebraram para ver que propriedades aquele líquido (água?) poderia ter e oferecer, mas não contavam com o aparecimento de um extraplanar, um Mephit da Água, que logo começou seu ataque, ao menos conseguiram derrotá-lo sem grandes problemas.

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Após esses eventos decidiram amarrar e prender Meepo na jaula para que descansassem, mas trocando de turnos, afinal tinham que ter mais cuidado para não serem descobertos. Ao acordar decidirão por qual das cinco passagens daquela sala seguir.

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