Publicado por: Lourival Dias | 30/04/2009

Conto: Dragões de Akah-Zaihr – Parte I

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O início

Zabor caminhava ensandecido, cansado e cheio de ferimentos espalhados pelo seu grande, porém delicado, corpo. Seguia apenas aquele o qual pensava ser o caminho de volta para sua casa, mas não tinha certeza. Sua cabeça girava e isso lhe impossibilitava tomar alguma certeza sobre direção. Uma semana já havia se passado desde a batalha. Quase nada sobrou de sua armadura, porém conseguiu salvar sua própria vida e sua melhor espada, Opala. O calor o incomodava, a água já se tornara escassa e já havia a muito se tornado um elemento raro naquele lugar. Zabor estava atravessando um dos mais temidos lugares de todos os reinos, não pelo teor biológico que o compunha, como muitas florestas do continente, mas pela própria natureza, aquele que também era conhecido como o Grande Mar de Areia, o grande deserto de Akah-Zaihr.

O calor, a desolação, a visão afetada pelo brilho direto do sol no chão branco cintilando reflexos que invadiam seus olhos tornava o caminhar muito mais sofrido. Seu cavalo de batalha fora morto e agora estava pedindo aos deuses que o caminho se encolhesse para que pudesse chegar o mais rápido possível em casa.

Com mais dois dias de viajem e com um latejar constante na cabeça Zabor, percebeu a aproximação de um grupo de cavaleiros, o barulho dos cascos dos cavalos fez com que ele prontamente se restabelecesse de seus devaneios e se pôs em alerta, como em alguma operação da guarda real. Encontrou rapidamente uma escavação no solo no qual poderia ficar escondido, poderiam ser guardiões atrás dele, tinham que fazer alguma coisa e rápido, o único jeito naquela ocasião era se esconder.

Após se esgueirar para dentro do buraco do solo, o qual não era tão fundo, pode prestar mais atenção ao conteúdo das conversas e à imagem daqueles seres.

…………..

Kuff estava como sempre de pernas pro ar contando as estrelas. No acampamento não havia muitas coisas com que passar o tempo e ele, não era muito afável com seus companheiros. Do ponto onde ele estava ainda dava para ver o acampamento com algumas fogueiras tremeluzindo e produzindo sombras disformes conforme queimava a madeira. As conversas dos seus iguais chegava ao seus ouvidos como pequenas revelações de um passado distante. Kuff não sabia no que estava pensando, mas era algo que acalmava seu coração.

O líder da caravana dos Moharin era um homem alto de corpo musculoso e atarracado, mais parecia a um bárbaro do norte do que com um nômade do deserto, suas pernas e seus braços eram como pilares fazendo juz ao seu título de líder da caravana e de guerreiro.

A noite já ia a muito quando Kuff resolveu dar uma caminhada por entre as dunas do deserto, aquele que era a sua casa desde quando nasceu em uma noite de lua cheia, aquele que era conhecido como o Lar Supremo, ou como os próprios Moharin chamavam, O Guerreiro Atroz. Kuff não tinha medo de se aventurar pelo deserto uma vez que já o conhecia tão bem que era impossível de se perder. Durante alguns minutos vagou sem destino desviando o olhar raramente acompanhando o saltar de alguma cobra ou o rastejar tranqüilo de um escorpião. Porém, em um momento que pareceu mágico, algo tocou seu coração, Kuff percebeu um objeto ao longe o qual encheu-lhe de um sentimento de poder e glória, mas não sabia explicar o porquê. Passou a caminhar em direção ao objeto. Este era uma esfera mas não tão simétrica como uma esfera verdadeira, possuía uma coloração azul, variando em tonalidade em algumas regiões de sua superfície e estava jogado ali sem nenhum local especial que pudesse lhe comportar ou de onde pudesse ter caído.

Kuff o tocou, não era áspero, pelo contrário, possuía uma textura tão lisa quanto a face de uma donzela jovem e inocente, tomou o objeto para si e percebeu que era mais leve do que aparentava ser, aquela pedra era diferente de todas as outras que Kuff já havia visto e nunca tinha entrado em contato com nada parecido.

Kuff retornou para a sua tenda naquela noite portando uma pedra diferente que havia encontrado ocasionalmente em meio a uma caminhada pelo Grande Mar de Areia, pensou prontamente que poderia conseguir algum dinheiro vendendo aquela pedra em algum lugar para os mercadores do reino.

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