Publicado por: Lourival Dias | 24/11/2009

[Reporte de Sessão – 4] Aventura: Antigos Mistérios

Olá aventureiros! Apresento aqui mais um reporte de sessão (versão resumida) da mesa presencial de D&D 3.5 em Forgotten Realms do meu grupo. Nos vemos por aí!

Sessão 4 – A caminhada no Anauroch

A noite tinha caído sobre os aventureiros.

O deserto do Anauroch apresenta uma noite extremamente fria.

Não fora diferente nesta noite.

Apesar da fogueira, que fora feita dentro de uma depressão para que não chamasse atenção de criaturas do deserto e nem que sua chama se extinguisse pelo vento, o frio se fazia presente.

O vento uivava na grande extensão do deserto.

Nesta situação, Emok e Eremes começaram a sentir uma sensação de frio bastante intensa, Emerus, Elle e Arwen vendo essa situação perceberam que eles estavam com hipotermia.

Após agasalharem melhor os mesmos e os levarem pra próximo da fogueira o frio passou.

Algumas horas se passaram, mas decidiram partir antes do nascer do sol, pois iriam aproveitar as lágrimas de Selûne para ter orientação.

O dia surgiu alegre no horizonte.

Os aventureiros já estavam caminhando há algum tempo, comeram apenas um pão élfico que Emok ofertou, mas sempre caminhando.

Não passou muito tempo quando o vento começou a soprar de maneira diferente.

O vento começou a uivar de maneira feroz.

A areia começou a se levantar do solo e a criar vários redemoinhos no ar.

O vento parecia furioso com a presença dos aventureiros.

Estavam no meio de uma tempestade de areia.

Arwen foi à frente da comitiva tentando achar um local para se abrigarem.

Ficaram abrigados por um bom tempo até a tempestade passar.

O vento ficou calmo novamente.

Depois de se limparem seguiram por seu caminho.

No alto de uma duna de areia avistaram duas criaturas na forma de funis, sem cabeça diferenciada, boca oval na frente do corpo com vários pequenos tentáculos e quatro braços que se estendiam para frente.

O conhecimento de Daros revelou a ele que se tratavam de Phaerimm, criaturas que há muito tempo habitaram o Anauroch, mas que não tinha razão alguma para estarem ali.

Os Phaerimm se aproximaram mais.

Ficaram parados a uma certa distância.

De maneira misteriosa uma voz baixa e como um silvo falou na mente dos aventureiros.

“O que fazem aqui…?”

Os viajantes falaram que estavam apenas em uma missão.

“Mas pelo deserto…? E o que um mago faz com vocês…?”

Os viajantes se entreolharam.

“Vocês não podem passar…”

Mas por quê? Devemos seguir nosso caminho. Falou Daros.

“Guardamos o mythal…”

Os viajantes não sabiam do que estavam falando aquelas criaturas.

As criaturas avançaram mais um pouco e caíram. Pararam de voar de repente.

Os aventureiros avançaram também e os conjuradores sentiram uma sensação muito estranha. Era como se não conseguissem sentir a Trama.

As duas criaturas se separaram e começaram a se arrastar, uma na direção norte e a outra para o sul.

Após alguns metros de caminhada voaram.

Os personagens começaram a seguir no caminho, apesar da sensação estranha dos conjuradores.

Os Phaerimm voltaram, voando lentamente e começaram a fechar novamente o caminho dos aventureiros.

Repentinamente os conjuradores pararam de se sentir mal.

Como um flash os Phaerimm partiram em direção aos aventureiros.

A batalha foi intensa.

Eremes fazia várias acrobacias por sobre as criaturas para um melhor ataque.

Elle, agora sem medo, atacava com fúria.

Yunero, após desferir vários golpes, fora atingido pelo ferrão de um dos Phaerimm e ficou paralisado e levitando como se fosse um balão na frente dos monstros.

Arwen o pegou e o trouxe para longe do combate. Seu lobo não tinha piedade das criaturas penetrando suas presas o mais profundo que conseguia.

Daros matou primeiro conjurando Raio Ardente. A criatura queimou lentamente sobre o solo escaldante do Anauroch.

Emerus também fora para frente combatendo a criatura que restou.

Emok vindo pelo flanco daquela que restava cortou a mesma ao meio com sua espada.

Discutiram sobre o que poderia ser o Mythal de que os Phaerimm falavam, Daros analisou a área pela qual passaram e identificou uma are a de magia morta.

Prosseguiram a viagem.

Em um ponto Arwen percebeu rastros como se fossem pegadas que estavam desaparecendo pela erosão causada pelo vento na areia solta do Grande Deserto.

Arwen decidiu farejar algo e percebeu que um cheiro se fazia presente indo em direção ao oeste, mas este cheiro era diferente dos Phaerimm.

Caminharam mais um pouco e quando estavam sobre uma duna Arwen alertou ao grupo que um cheiro forte diferente do que ela seguia estava aumentando conforme avançavam.

Neste momento, enquanto estavam parados, vários montes de areia começaram a subir a partir do solo. Estavam dispostos como em um círculo. Eram seis montes de areia erguendo-se.

Após uma grande sacudida as criaturas se revelaram. Eram escorpiões monstruosos que prontamente avançaram para cima dos aventureiros.

Estes tiveram que agir rápido e entraram em mais uma batalha.

Elle ficou sua espada na região frontal do cefalotórax de um dos escorpiões e o ergueu jogando-o ao chão já desprovido do sopro vital.

Eremes utilizando-se de seu arco disparou uma flecha que achou a cavidade bucal de um escorpião desprovendo-o de sua vida. Emerus, que combatia com este, percebeu apenas um zunido em seu ouvido esquerdo, era a flecha de Eremes.

Daros utiliza sua Mão Espectral e Toque Chocante para matar mais um dos escorpiões.

Emerus afunda o cefalotórax de outro com sua maça, tornando uma caixa pequena para suportar suas vísceras.

Yunero corta as duas quelas* de um escorpião e cravou sua espada na carapaça matando outro.

Assim, mataram a todos os escorpiões que apareceram.

Repentinamente, surgem perto de Emok, dois outros escorpiões, porém, diferentemente dos outros seis que surgiram, estes tinham cerca de três metros de altura.

Os aventureiros partiram pra cima destes e desferiram golpes mortais.

Após uma batalha sangrenta os aventureiros se viram livres daquelas criaturas.

O mais rápido possível os aventureiros partiram para o oeste, pois acharam que provavelmente ali perto tinha um ninho de escorpião.

A noite que marcava o final do 8º dia de viagem chegou e mais uma vez o sol de cor vermelha apareceu próximo ao horizonte, sumindo e deixando apenas as trevas.

Os aventureiros acharam uma depressão para passar a noite e fizeram uma fogueira logo que chegaram lá.

Poucas horas se passaram quando de repente na direção da escuridão e amplitude do deserto uma batida forte no solo ecoou pelo ar e os aventureiros logo notaram.

Várias batidas fortes e abafadas foram escutadas.

Um grito gutural surgiu na direção leste do deserto.

Foi Elle que a viu primeiro.

Era uma criatura aterradora.

Parecia com um dragão, tinha asas e cauda. Andava sobre as duas pernas traseiras. Porém, uma coisa chamou a atenção de Elle, e ela falou prontamente para os outros, a pele de algumas partes de seu corpo já tinham caído e algumas ainda caíam revelando pedaços de ossos.

Quando a criatura entrou no campo de visão de todos, saindo da escuridão e se fazendo aparecer devido à luz gerada pela fogueira, os aventureiros começaram a atacar. Com seus conhecimentos Daros gritou para todos que armas perfurantes não iriam funcionar contra aquilo, aquele ser era um Zumbi de Wyvern.

Elle partiu pra cima com sua espada em punho e utilizou-se do seu destruir o mal para acertar aquela criatura.

Arwen sentiu um ódio mortal tomando conta de seu coração e partiu, juntamente com seu lobo, para cima da criatura.

Yunero, Emok e Eremes partiram também.

Daros permaneceu na linha de trás pensando em um modo de atacar aquele tipo de criatura.

Após vários ataques e golpes certeiros da criatura sobre os aventureiros e quando quase tudo havia padecido naquele momento, Emerus levantando o seu símbolo sagrado de Torm** proclamou gritando: “Vá criatura! Volte para as profundezas! De onde você nunca deveria ter saído!!!”

E assim, a criatura urrando e pisando forte sobre o solo virou-se e partiu de onde tinha vindo.

Foi dessa maneira que os aventureiros perceberam que realmente o Anauroch não era um local seguro.

Emok achava que ainda demoraria pouco mais de uma dezena*** para que eles saíssem do deserto, chegando a sua borda oeste.

Os aventureiros deitaram-se próximo à fogueira e Emok ficou fazendo o primeiro turno de guarda.

Após estes eventos a noite do 8º dia de viagem seguiu sem mais nenhum perigo iminente.

Aguardem o próximo episódio.

* Quelas são as quelíceras ou pinças do escorpião (apenas a título de informação).

** Torm, o Deus Leal e Bom do dever, lealdade, obediência e dos paladinos, seu símbolo é uma mão direita de uma manopla aberta com a palma da mão pra frente.

*** Em Faerûn não existe semana (período de 7 dias), o tempo é calculado em dezenas, portanto o mês, que permanece de 30 dias, possui 3 dezenas. O período atual é: 12 (2º dia da 2ª dezena) de Uktar (mês 11) de 1372 CV (CV=Cômputo dos Vales).

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Responses

  1. Aewwww!Agora a Paladina não tem mais medo!Cuidado pra não virar balão denovo Yunero. d=X"Eu quero fazer o bem bonito" Elle, Paladina 3º se referindo ao ato de esquartejar seus inimigos.aushusahuhsa

  2. Todo gala seca esse daros ne? Nao faz nada! So poe os cara pra durmir! Eminho! Em vez de nos matarmos o dragao! tu e o gay do emerus expulsarao a criatura! Menos xp pra nois seus fracos! E a pala vai casar comigo! xD

  3. Não tenho medo e só ataco se for para o bem de todos!!Não vou casar com o Yunero,ele não sabe o significado de companheirismo ¬¬e o Daros é a fim de mim que eu sei HAHAHAHA ¬¬vou morrer solteira,lutando!XD


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