Publicado por: Lourival Dias | 01/12/2009

[Reporte de Sessão – 5] Aventura: Antigos Mistérios

Sessão 5 – Várias companhias

O sol do 9º dia de viagem surgiu no horizonte.
Emok percebeu que sua carga de pão élfico havia terminado.
Agora os viajantes teriam que se manter com apenas as rações de viagem que tinham trazido.
Começaram a caminhar cedo naquele dia, aproveitando o horário em que o calor não era tão forte.
Os aventureiros avistaram uma região pedregosa à frente.
Ao se aproximar mais viram que à frente havia uma queda rochosa. Um penhasco com uma altura de cerca de 10 metros. Porém, quase perpendicular ao solo que se estendia arenoso lá embaixo.
Enquanto pensavam como descer, perceberam que ao norte uma criatura se aproximava lentamente e serpentiforme. O ser rastejava no chão na direção dos aventureiros.
Logo perceberam que tinha 8 pernas e vários espinhos nas costas, além de um brilho estranho nos olhos.
Segundo os conhecimentos arcanos de Daros se tratava de um Basilisco.
O mago gritou para o grupo não olhar nos olhos da criatura, pois poderiam ser transformados em pedra.
Na borda do penhasco os aventureiros combateram a criatura e após vários ataques a criatura caiu.
Após o incidente, Emerus, o clérigo, idealizou que poderiam descer o penhasco utilizando uma corda.
Enrolaram a corda em uma pedra e Eremes, o ladino, amarrou bem forte.
Para evitar uma surpresa indesejada do destino Emok ficou segurando a corda.
Yunero fora o primeiro a descer, ainda chegou a deslizar na corda, pois sua armadura poderia atrapalhar, mas conseguiu descer em segurança.
Depois desceram Eremes, Arwen e seu lobo.
Quando Daros começou a descer escorregou, tentou se segurar na corda novamente, mas não conseguiu, mas ainda conseguiu fazer uma acrobacia e caiu de lado machucando um pouco seu braço e sua perna, além de uma parte de seu abdome.
Em seguida foi Elle que desceu, mas, como aconteceu com Daros ela escorregou e não conseguiu se segurar de volta e caiu em cheio na areia lá em baixo, machucando principalmente sua mão.
Depois de superar o penhasco os aventureiros seguiram para o oeste.
Após algum tempo perceberam que haviam algumas pegadas rumando também para aquela direção. As pegadas sumiam e surgiam conforme seguiam.
Já se aproximava do meio dia, o sol estava bem em cima deles e judiava de toda a forma de vida que se encontrava no deserto.
Ao longe, na direção do norte, viram um pequeno ponto preto. Este fora crescendo e crescendo até perceberem que eram pessoas sobre cavalos seguindo na direção deles.
Não demorou muito para que eles estivessem em volta dos aventureiros.
Estas pessoas estavam vestidas com roupas leves, de coloração marrom, enroladas por todo o corpo com apenas os olhos à mostra. Além disso, estavam com as espadas em punho.
Emok prontamente reconheceu que eram Bedines, bárbaros nômades que moram no Anauroch.
Os homens estavam em seis e começaram a falar em uma língua bastante diferente de todas que os aventureiros já haviam ouvido.
Sem saber o que dizer a comitiva ficou parada e todos de costas pra todos e de frente para aqueles que tinham há pouco chegado.
De repente um dos Bedine desceu do seu cavalo e chegando um pouco mais perto do grupo falou em um Comum forçado e com um sotaque carregado.
– O que fazem aqui viajantes?
– Estamos apenas em uma viagem para o oeste. Disse Yunero.
– Vocês atravessaram o deserto quase todo?
– Bem, é uma longa história, mas sim. Falou Elle.
– Vejo que vocês estão bastante cançados.
– Sim estamos exaustos. Falou Daros.
O interlocutor dos Bedine olhou para seus companheiros e falando naquela linguagem esquisita falou algo e todos obedeceram guardando as armas.
Voltando-se para os aventureiros o Bedine falou.
– Não vejo nenhuma intenção má em vocês. Desculpe-nos ter chegado assim de repente com vocês, mas somos guardiões de nosso povo e estes tempos muitas criaturas perigosas são vistas andando por essas terras. Quem sabe vocês poderiam seguir conosco para o sul, estamos com nosso povo em um oasis próximo daqui, penso que no início da tarde já estaremos lá se formos andando. O que me dizem?
Os aventureiros se entreolharam e resolveram:
– Podemos pensar um pouco? Podemos falar entre si?
– Ah, claro que sim. Não se preocupem.
O bedine se distanciou um pouco e os outros que estavam com ele desceram do cavalo e começaram a conversar em seu dialeto estranho.
Os aventureiros discutiram a respeito de seguir com eles e descansarem um pouco no oasis ou seguir viagem daquele ponto.
A paladina Elle, em segredo, detectou o mal e percebeu que aqueles bárbaros não tinham boas intenções para com eles.
Neste momento o Bedine se aproximava para saber a resposta.
– Preferimos seguir viagem daqui senhor. Disse Emerus. Iremos nos atrasar se formos para o sul.
Foi rápida a mudança de expressão percebida através da mudança de tonalidade da voz daquele homem.
– Vocês não vão conosco, mas darão algo que queremos!!
E sacando a espada partiu para o combate com os aventureiros, assim como seus comparsas.
A luta fora bastante trabalhosa, principalmente por parte dos aventureiros. Quatro Bedine foram logo mortos, mas dois resistiram bravamente aos golpes. Após matarei um resolveram apenas desacordar o que sobrou.
O bárbaro caiu ainda respirando.
A comitiva revistou as bolsas dos Bedine e encontraram várias peças de ouro.
Quando o bárbaro acordou perceberam que este não falava Comum, não conseguiriam arrancar nada deste.
Emerus decidiu por não matá-lo, mas por deixá-lo ainda desacordado. Assim o fizeram.
Pegaram os seis cavalos dos Bedine, estes seriam de grande ajuda na travessia do deserto.
Seguiram viagem, mas para o oeste. Ainda passou por suas cabeças ir para o sul ver o oasis de que falaram, mas poderia haver dezenas ou centenas de outros daquele povo lá. Decidiram, então seguir em frente.
No meio da tarde os aventureiros foram pegos desprevenidos.
Subitamente duas áreas na frente dos viajantes explodiram violentamente e rocha e areia voaram em várias direções.
Depois do susto puderam ver dois Ankheg grandes. Insetos que possuem uma grande mandíbula, inoculadora de veneno, e pernas com seus ápices em forma de ganchos.
Saltando dos cavalos os aventureiros foram na direção daqueles insetos iniciando mais um embate nas areias quentes do grande deserto Anauroch.
Os insetos eram resistentes e aplicavam golpes mortais.
Após matarei um, Arwen, a druida, avistou um monte de areia vindo do leste em direção a eles.
Quando aquilo chegou até eles uma grande explosão de areia e pedra ocorreu atrás deles.
E surgiu pelo meio daquela fumaça outro Ankheg, porém este era enorme, muito maior que os dois que haviam aparecido primeiro.
Repentinamente este inseto partiu pra cima de Emerus, agarrando o mesmo com sua mandíbula e levantando-o do solo.
Depois de matarem aquele Ankheg que tinha sobrado concentraram forças para derrotar o enorme que havia aparecido e livra Emerus de suas presas.
Finalmente conseguiram derrotar o monstro e libertar Emerus de sua mandíbula.
Mais que depressa subiram nos cavalos e seguiram caminho para tentar evitar que outro monstro daquele aparecesse.
Ao final da tarde, Arwen avistou um montículo incomum de areia à frente. Foram um pouco devagar e de repente aquele monte de areia se ergueu.
A criatura que estava por baixo parecia um dragão, mas de tamanho muitíssimo menor, além disso não tinha asas, apenas um pescoço longo e o corpo reptiliano e escamoso.
Tratava-se de um Verme Terrestre da Planície.
Como estava longe os aventureiros desceram dos cavalos e correram para chegar mais próximo já desembainhando suas armas.
Elle e Arwen que estavam com seus arcos atacaram logo, cravando duas flechas nas pernas dianteiras da criatura.
Porém, neste momento, a criatura, após um urro de dor devido as flechas, em um Comum perfeito, falou:
– O que é que viajantes como vocês estão fazendo no meio do Anauroch?
Espantados e atônitos os aventureiros apenas disseram:
– Somo viajantes apenas.
– E me atacaram sem mais nem menos?
– Pensamos que iria nos atacar, mas não tivemos intenção.
– Assumam suas responsabilidades se desejam chegar a algum lugar viajantes!!!
E a voz daquele ser ficou tão aterrorizante que alguns integrantes da comitiva sentiram medo, entre eles Yunero, Emok e Eremes.
A criatura continuou, agora em um tom mais calmo:
– Agora se desejam passar devem me dar uma parte da vida de vocês.
Os aventureiros se olhavam entre si, sem compreender o que aquilo significava.
– Mas como lhe daremos parte de nossa vida?
A criatura nada respondeu, disse apenas que isso era a chance de passarem em segurança.
Emok pensou e relatou à comitiva se aquilo não significava ter que dar parte do corpo, como um braço, uma perna ou outra coisa.
Daros viu que aquilo era provável.
Chegaram à conclusão de que a única forma de saírem vivos dali seria atacar a criatura pelo bem deles próprios.
E assim ocorreu.
Os aventureiros partiram para cima daquele verme escamoso e começaram a atacá-lo.
Daros, porém conjurou raio ardente na direção da criatura, mas algo aconteceu que o raio, de coloração vermelhar, partiu de sua mão e voltou para si atingindo-o em cheio no peito, fazendo com que caísse inconsciente ao chão.
Os aventureiros continuaram combatendo com a criatura.
Os conjuradores perceberam que estavam em uma área de magia selvagem e que ao conjurar uma magia poderiam ser alvos da mesma.
Ainda no meio do combate Emerus foi até onde estava Daros e o curou trazendo-o de volta à consciência.
Foi assim que iniciaram um combate totalmente corporal com a criatura até a criatura perecer após uma longa e perigosa batalha.
Após Emerus e Elle curarem os ferimentos mais graves dos aventureiros, montaram em seus cavalos e partiram.
A noite do 9º dia de viagem caiu e as lágrimas de Selûne mais uma vez passearam pelo céu de Faerûn.
Encontraram um abrigo, próximo a algumas rochas onde pudessem fazer uma fogueira com segurança.
A noite já ia há muito quando sons de seres correndo foram ouvidos à leste.
Todos da comitiva acordaram com aquilo e olhando na direção, mas escondidos na reentrância daquela rocha, viram ao longe indo na direção do sul, várias tochas, sendo empunhadas por seres que não tiveram como identificar devido à distância, estes ainda gritavam e corriam mais ainda. Eram cerca de 200 criaturas que corriam à noite no Anauroch.
Os aventureiros acharam melhor evitar e redobrar a segurança do local, fora por isso que Daros conjurou alarme em volta do acampamento.
E foi assim que aquela noite transcorreu, sem mais nenhum problema iminente.

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Responses

  1. maldita magia selvagem!!>=(


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