Publicado por: Lourival Dias | 25/01/2010

[Reporte de Sessão – 6] Aventura: Antigos Mistérios

Conforme a noite seguia seu curso a temperatura do deserto continuou a cair consideravelmente, a ponto de alguns aventureiros sentirem uma forte sensação de frio, Eremes não resistiu ao frio e começou a tremer bastante e ficou com a face extremamente pálida. Foi necessária a intervenção de Emerus para que, com suas habilidades de cura, reanimasse o corpo do ladino que já se esvaía por conta da hipotermia.

O dia do 10º dia de viagem surgiu e com ele o sol escaldante do deserto. Pelas contas de Emok faltaria 3 dias para que encontrassem o fim do deserto, já que estavam a cavalo.

O dia foi avançando e a temperatura subiu. Eremes, Yunero, Elle e Arwen ficaram bastante debilitados por causa do calor.

Avançando ainda pelo deserto, Arwen conseguiu avistar, ainda que em movimento sobre o seu cavalo, algumas pegadas de humano na areia, elas seguiam para o oeste.

Nada mais fora visto durante a longa viagem até a chegada na noite. Nesta noite alcançaram algumas rochas dispostas em círculo e com pouco mais de 2 metros de altura, formando algo como uma fortificação, lá ficaram até o amanhecer.

O sol do 11º dia de viagem surgiu no horizonte, após comerem alguma coisa seguiram viagem.

Próximo ao meio dia, quando o sol estava em ângulo reto sobre as suas cabeças, os aventureiros viram uma criatura alada vindo em sua direção. A criatura, pouco maior que um cavalo, com o corpo de um grande felino e com as asas e a cabeça como as de um falcão atacou o grupo, arremetendo-se sobre o mesmo, era uma Hieraco-esfinge, Daros, o mago, tinha alguma certeza.

A luta travada fora dura. Elle errou um de seus tiros com seu arco atingindo Yunero no ombro esquerdo, enquanto este estava em luta corporal com a Esfinge, em um momento de fúria e se utilizando já de suas últimas forças a esfinge desferiu um golpe com suas garras que acertou o rosto de Yunero fazendo com que sua face ficasse marcado com 3 grandes marcas que iam de sua orelha direita até seu nariz, mas ainda assim o guerreiro teve forças para enfrentar aquele ser.

Após terem matado a esfinge, Emerus curou os feridos, inclusive Yunero, que teve seu rosto reconfigurado.

Seguiram caminho, após este encontro inesperado.

Yunero agora sofria ainda mais os danos do calor impostos por aquele ambiente inóspito.

À frente da marcha os aventureiros já conseguiam ver imensas montanhas rochosas com seus picos brancos devido à neve. Certamente era um sinal de que estavam se aproximando da extremidade oeste do deserto.

Deveriam chegar até onde Edynav estaria esperando Ziala, para dar cabo deste e tirar deste os documentos que revelavam segredos militares de Sembia, uma vez com eles Edynav juntamente com Ziala poderia aniquilar todo o país, inclusive com a capital Ordulin que era onde morava Yunero, uma sombra negra envolvia seu coração apenas de pensar na possibilidade de seu lar ser destruído de maneira banal.

Edynav estava se deslocando provavelmente para uma região ao norte do Portão da Boca do Inferno que fica na Floresta Alta, talvez em uma montanha, já que disse no seu último recado a Ziala, o qual não chegou a ser entregue uma vez que o grupo confiscou de um Doppelganger mensageiro, que estaria esperando acima das cabeças.

Os viajantes foram avançando pelo deserto até chegarem à frente de uma alta duna de areia, no topo dela, ao longe, avistaram um ponto preto, um borrão, mas prestando mais atenção aquele ponto revelou-se um ser humanóide, que à distância não podia ser reconhecido como um humano ou de outra raça.

De repente a criatura levantou a mão e andou na direção oposta dos aventureiros sumindo progressivamente atrás da duna, neste momento um cheiro pútrido se espalhou pelo ar e surgiu à frente dos aventureiros uma criatura extremamente magra com os membros compridos, de pele avermelhada, orelhas pontudas, chifres que surgiam por trás de suas orelhas e uma enorme boca cheia de dentes pontiagudos.

Daros olhando para a criatura e se utilizando de seus conhecimentos soube somente que aquilo se tratava de um demônio, um Babau, mais especificamente, mas nada mais sabia a respeito daquela criatura.

Daros logo conjurou armadura arcana para tentar se proteger de seus ataques.

Foi então que tudo escureceu na frente dos personagens, tudo dentro de 3 metros de raio a partir do demônio ficou negro, a escuridão era tal que nem mesmo aqueles que conseguiam enxergar em meio a total escuridão não o puderam fazer como era o caso da aasimar, Elle.

Os aventureiros que dependiam mais de suas habilidades marciais para atacar um oponente ficaram apenas esperando a criatura reaparecer, ficaram com suas armas em punho e parados.

Emerus, o clérigo, porém, conjurou Proteção contra o Mal em torno de seus companheiros.

Neste momento o clérigo sentiu uma fraqueza e notou uma mudança abrupta na trama e notou que a proteção havia se dissipado.

Daros conjurou Luz do dia para tentar dissipar aquela escuridão, foi aí que um cone de luz surgiu e irradiou de suas mãos fazendo com que o Babau surgisse na frente de Yunero que tomou um grande susto, mas prontamente tentou desferir um golpe contra o demônio, mas que não obteve êxito.

Eremes, rapidamente pulou para o outro lado do Babau, fazendo uma graciosa cambalhota no ar e cortando o lado do demônio com sua espada, depois de um esguicho daquele ser ele viu o seu sabre corroer e se liquefazer devido a um muco vermelho proveniente do corpo do demônio, restando somente o cabo da arma.

Vendo aquilo prontamente Yunero largou sua espada no chão e puxou uma cimitarra que havia pegado na masmorra de Edynav e passou a lutar com aquela arma, dando-lhe até um pouco mais de velocidade.

Elle continuou a atingir o demônio com suas flechas, muitas erravam, mas também eram muitas que tinham destino certo atingindo o corpo do demônio e logo em seguida se liquefazendo devido ao muco ácido daquele corpo.

Após vários golpes sendo desferidos no demônio e deste em direção aos aventureiros, ele levantou a mão e invocou mais um Babau, agora na direção oposta dos aventureiros.

Mas a druida, Arwen, não perdeu tempo e invocou um grifo para ajudar os companheiros nesse momento difícil, assim além do seu lobo que atacava o demônio seu grifo invocado também o fazia.

Após uma batalha conturbada e cheia de sangue os aventureiros deram fim aos dois Babaus que haviam surgido na frente deles.

Ainda parados tentando se recuperar se perguntavam: quem será aquele que invocou o Babau?

E foi assim que terminou o 11º dia de viagem com a chegada da noite.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: