Publicado por: Lourival Dias | 13/02/2010

[Reporte de Sessão – 7] Aventura: Antigos Mistérios

Após a batalha com os Babaus que foram invocados na frente dos aventureiros, a noite caiu e com ela o peso do frio do deserto sobre os viajantes.

Yunero, Daros e Eremes tremiam de frio, apesar de estarem próximos da fogueira, acesa em uma concavidade para não chamar atenção das criaturas da noite.

Emerus vasculhou sua memória até encontrar a solução mais adequada para sanar a agonia de seus companheiros.

O sol nasceu no horizonte, aquele era o 12º dia de viagem, já se iam 12 dias desde que saíram de Ordulin.

Comeram algo e seguiram seu caminho, alguns cavalos já apresentavam sinais de cansaço, apesar do descanso noturno.

Arwen, a druida, percebeu que já não havia mais sinal de pegadas humanóides na areia, mas agora haviam marcas de cascos de cavalos e relativamente recentes que seguiam na mesma direção que eles iam.

À frente uma lufada de vento forte jogou bastante areia para cima e como se estivesse surgindo de entre as brumas uma criatura como um humano surgia por entre a areia que se elevava do solo.

Os aventureiros pararam seus cavalos e observaram.

Conforme se aproximava e o vento abrandava viram que aquele ser, parecido com um humano careca estava envolto por várias correntes e o choque entre elas produzia um barulho característico que se espalhava pelo ambiente.

Daros lembrou-se de já ter lido sobre aquele ser, era um Diabo das Correntes, ou Kyton.

Os olhos da criatura emanavam um ódio sem igual e sem dar muito tempo aos aventureiros partiu em investida para cima deles.

A batalha começou com alguns ainda montados em seus cavalos e com várias flechas sendo disparadas, mas o escudo de correntes impedia de acertar a criatura.

Yunero, o guerreiro partiu de encontro com o Kyton, porém no meio do caminho, olhando para a face da criatura, Yunero pode ver a face de seu pai, que já havia morrido há muito tempo, estampada pela criatura.

Uma sensação de tristeza pela lembrança inesperada da morte de seu pai e de raiva pela profanação de seu rosto o envolveu aumentando seu ódio para com aquele ser.

Antes que Yunero pudesse alcançar a criatura um evento crucial aconteceu; Emok estava em combate corpo-a-corpo com o Diabo das Correntes, porém seu pé vacilou e ele perdeu o equilíbrio, dessa maneira, abrindo sua defesa, sem demonstrar nenhuma piedade o diabo atacou com duas correntes que tinham maças-estrela em suas pontas, a primeira veio por cima, penetrando uma de suas pontas afiadas sobre a cabeça de Emok e a segunda veio por baixo, perfurando parte de sua garganta e achatando sua cabeça. Instantaneamente Emok caiu morto no chão.

Yunero, correndo em investida, viu aquilo horrorizado, mas não se deixou abater e logo após o raio ardente lançado por Daros, pulou por sobre o corpo inerte de Emok e golpeou a criatura com sua Flambergue.

O combate ainda durou algum tempo, mas depois de vários golpes o Kyton caiu sobre a areia do deserto e virou pó rapidamente.

Arwen e Elle sentiram muito a perda de Emok, ficando bastante tristes.

Os aventureiros agora se perguntavam qual era o objetivo daquilo tudo? Já estavam a dias percorrendo o deserto atrás de Edynav, mas sem perspectivas de encontrá-lo, ainda mais agora sem um guia.

Mas Yunero os lembrou sobre as informações militares de Sembia que agora estavam nas mãos de Edynav e que poderiam selar a sua destruição, já que todos as táticas de combate da cidade poderiam ser facilmente evitadas com aquelas informações. Sembia era seu país natal e por isso sua preocupação.

Após muito conversarem resolveram partir, mesmo com Emok morto, com o objetivo de encontrar Edynav em algum lugar ao norte da Floresta Alta.

Colocaram o corpo de Emok sobre um cavalo e partiram.

Nada aconteceu durante o dia, apenas a tristeza que abatia o coração dos viajantes. Poucas palavras eram proferidas e nenhum sorriso se viu entre aquelas pessoas.

A noite caiu, as lágrimas de Selûne emergiram no céu acompanhando as lágrimas que eram produzidas pelos membros daquele grupo de viagem, que já haviam há muito simpatizado com Emok.

Os aventureiros estavam agora em um local bastante rochoso e cheio de ondulações no solo como se fossem pequenas dunas de areia surgindo do chão. Durante o dia era possível visualizar ao oeste grandes elevações montanhosas com seus picos branco, cobertos por gelo.

Além disso, todos os conjuradores do grupo estavam se sentindo estranho. Era como não pudessem sentir a presença de magia. Era como saber algo, mas não ter como realizá-lo. Foi assim que perceberam que estavam em uma zona de magia morta.

No meio da noite que eles ouviram passos secos e abafados se aproximando lentamente.

Elle, a paladina que conseguia ter uma boa visão no escuro nada percebia.

Os passos iam aumentando sua freqüência, até que urros surgiram do meio da noite e todos puderam ver, com o auxílio de uma fogueira que fizeram não fazia muito tempo, uma criatura com uma grande mandíbula horizontal, como a de formigas, à frente de sua cabeça, era bípede e seus braços eram grossos e compridos podendo se arrastar no chão. Partes daquela criatura caiam conforme ela andava e partes de seu corpo faltava.

Aquilo se tratava de um zumbi de tribulo brutal.

Sem a Trama permeando por entre seus dedos não era permitido que Daros, Elle, Arwen e Emerus fizessem nada relacionada à magia contra a criatura. Até as habilidades de expulsar mortos-vivos do clérigo não surtiam efeito algum, foi assim que perceberam que o único modo de matar a criatura era partir para cima dela e atacá-la como podiam.

Muitos se utilizavam apenas de flechas, mas estas passavam por entre seu corpo e o zumbi aparentemente nada sentia.

Foi assim que Yunero, Elle, Emerus e o lobo da Arwen partiram para cima do zumbi e se engajaram em um combate corpo-a-corpo.

A luta ficou assim durante um tempo com o zumbi ora atacando com suas garras do membro anterior ora atacando com a sua mandíbula proeminente.

Neste momento o grupo fora acometido por mais uma perda. Elle, a paladina Aasimar, batalhava contra o zumbi com sua espada, mas por uma falha em sua defesa não conseguiu aparar o golpe desferido com as mandíbulas da criatura, estas passaram direto pela sua espada, que estava sendo levantada para impedir o golpe, e se fecharam ao chegar ao pescoço de Elle, decapitando-a.

Com repugnância, Yunero, que estava a seu lado na batalha, e todos os seus companheiros viram aquela cena. A mandíbula do zumbi de tribulo brutal se fechando, a cabeça de Elle voando pelo ar e indo parar na areia do deserto com um baque surdo produzido pelo impacto e o corpo que por um tempo ainda ficou em pé, dando um ar fantasmagórico, mas que logo caiu para trás inanimado.

Os aventureiros mesmo chocados com aquela situação continuaram a lutar tentando desesperadamente sobreviver àquele ataque.

O lobo de Arwen e Emerus, o clérigo, caíram inconscientes no chão após receberem fortes golpes das garras da criatura.

Com muita luta e esforço finalmente conseguiram que o zumbi de tribulo brutal caísse no solo, despedaçando várias de suas partes corporais.

Por sorte os aventureiros tinham poções de cura as quais foram prontamente dadas para os dois companheiros caídos.

Tristes com toda aquela situação decidiram descançar apenas o necessário e logo partir para sair logo do deserto. Os aventureiros iriam vingar a morte de seus companheiros de forma honrosa e agora era a hora de eles deixarem Edynav desprovido de vida.

Colocaram o corpo de Elle em um dos cavalos, prestando-lhe homenagens simbólicas, mas com um teor forte de emoção.

Por algum motivo ainda achavam que poderiam trazer seus companheiros de volta. Foi assim que findou o 12º dia de viagem.

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