Publicado por: Lourival Dias | 19/05/2010

[Reporte de Sessão – 9] Aventura: Antigos Mistérios

Nasceu o sol do 14º dia de viagem.

Após o desjejum os quatro aventureiros partiram rumo a Llhork, pra isso teriam que passar pelo vale das Montanhas do Pico Cinzento.

No início da tarde ouviram sons de gritos e correria.

Avistaram ao longe um grande grupo de humanóides armados e vindo em sua direção.

Reconheceram que eram Hobgoblins prontos para atacar.

Enquanto a luta sangrenta acontecia a criatura que seria o líder do grupo gritava algo como “…pela rainha da estepe!”

Após terem matado todos os hobgoblins os aventureiros se perguntavam de quem o líder deles falava.

Eremes, o ladino, observou que pelo traje das criaturas aquilo só poderia ser uma facção criminosa da região.

Continuaram caminhando.

Pouco tempo depois avistaram no céu algo como uma águia voando em círculos.

Aquilo foi se aproximando e deixou os aventureiros apavorados quando se fez notar, mais próximo agora.

Aquilo que voava no céu era nada mais nada menos que um dragão azul.

O medo se apoderou de todos naquele instante.

O dragão pousou levantando bastante poeira.

O porte do dragão, porém, era relativamente pequeno, não passava de 2 metros de altura.

Com uma voz feminina começou a interrogar os aventureiros sobre o motivo da viagem.

Após alguma conversa o dragão permitiu que passassem, mas tinham que deixar seus cavalos com ele.

Logo o primeiro cavalo levou uma mordida no seu dorso fazendo com que este desse um urro de dor.

Um a um o dragão levou os cavalos para uma saliência com uma caverna que ficava à uns 20 metros na encosta do vale.

Os aventureiros passaram seguindo a pé seu caminho.

Após se recuperarem do susto um rugido gutural atrás deles puseram-nos de alerta e viram o dragão pronto para o combate.

Assim, um combate sangrento fora travado entre o dragão fêmea, intitulada rainha da estepe, e os aventureiros.

Foi nessa luta que a espada Flamberg de Yunero ficou com um dos fios destruído, precisando de um ferreiro para consertá-la.

Após terem derrotado o dragão e se recuperarem, pensaram em voltar até o covil do dragão e ver se havia algo como um tesouro no local.

Após 10 minutos de caminhada chegaram ao local.

Ao iniciarem a subida no costão rochoso do vale o ladino percebeu uma entrada, próximo ao chão obstruída com uma pedra.

Foi Yunero, o guerreiro, que a tirou e assim, com a luz conjurada pó Emerus, o clérigo, entraram no buraco.

Após andar por vários locais chegaram a uma sala ampla.

Ficaram maravilhados com a quantidade de peças de ouro e de outros objetos que compunham aquele tesouro.

Após ensacarem tudo saíram por onde entraram.

Avançaram no caminho.

No fim da tarde um névoa bastante densa tomou conta do ambiente.

Não se via muito à frente com aquela condição.

Mas os aventureiros puderam ver uma sombra de um ser humanóide à frente e bastante musculoso.

Mas o que chamou a atenção foi o tamanho da criatura que passava dos 5 metros de altura.

O gigante saiu da neblina e se postou na frente dos aventureiros fincando seu cajado no chão, que na verdade era um fêmur de alguma criatura maior que ele.

Falando em gigante a criatura começou uma comunicação com Daros, o mago, que traduzia para o resto do grupo.

Após algumas perguntas de “o que estão fazendo aqui?”, “para onde vão?” vieram as recomendações de “não permaneçam mais por aqui” ou “é melhor que partam hoje mesmo e saiam do vale”.

O medo crescia entre os viajantes.

Depois de algum tempo o gigante começou a falar em Comum. Porém, algumas palavras se perderam pelo Comum pouco fluente do gigante.

– Quer dizer que você está caçando? Poderia nos dar o seu nome? Disse Daros.

– Verossimilhança. Verossimilhança, na língua Comum demoraria um pouco para terminar de chamar o meu nome, mas podem me chamar de Zlartbaztfazt.

Não demorou muito e o gigante seguiu seu caminho e ficou muito feliz em saber que os aventureiros haviam derrotado um dragão azul a alguns quilômetros atrás. Isso foi o fato crucial para que ele tivesse certo respeito para com eles e os deixassem partir.

Já era noite quando os quatro chegaram ao fim do vale das Montanhas do Pico Cinzento, de lá era possível enxergar ao longe as luzes de Llhork.

O ladino fez uma fogueira, rústica sim, mas com alguma qualidade, pelo menos agüentaria aquela noite.

Todos foram dormir cansados pela viagem.

A noite transcorreu tranqüila, sem nenhum sinal de perigo.

Logo cedo os aventureiros levantaram e, por falta de comida, não fizeram o desjejum, simplesmente partiram.

Comeram algo enquanto andavam, mas já pensavam nas comidas que poderiam encontrar na cidade. Além disso, tinham muitos negócios a tratar, como vender espadas e armaduras que haviam obtido nos combates, comprar mantimentos para a viagem para o norte, uma vez que não perderam o seu objetivo de tentar alcançar e derrotar Edynav no lugar provável de encontro com Ziala, e outros procedimentos de extrema importância para eles.

Já era quase meio-dia quando chegaram na cidade após uma marcha longa.

A cidade era movimentada, com muitas pessoas carregando carroças de caravanas com várias caixas. Um fato que chamou bastante atenção dos aventureiros foram as caravanas que saíam da cidade com carroças com grandes cheias de humanos e algumas vezes elfos vestidos com roupas esfarrapadas, ou com o que sobrou delas. Pela rua era possível ver comerciantes vendendo pessoas.

Comeram alguma coisa e foram logo em uma pequena casa que tinha somente uma porta na frente, mas muitas bugigangas estavam na frente, como armas, escudos, armaduras, alguns frascos com produtos alquímicos.

Lá os aventureiros estavam fazendo os negócios que envolviam as armas e armaduras que conseguiram, além de comprar outros itens importantes.

E assim ia findando o 14º dia de viagem destes quatro aventureiros.

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