Publicado por: Lourival Dias | 28/05/2010

[Reporte de Sessão – 10] Aventura: Antigos Mistérios

Ainda no 14º dia desde que partiram de Ordulim, Yunero e Emerus foram na forjaria do anão Maquare, lá deram algumas de suas armas para que ele as melhorasse e/ou melhorasse suas armaduras.

Yunero perguntou sobre alguma estalagem que poderiam se hospedar e Maquare recomendou a “O Touro e o Urso”. Os dois partiram da forjaria com a resposta de só voltar dali a dois dias. Encontraram seus outros amigos e partiram para a hospedaria.

Ainda na rua principal da cidade de Llhork os aventureiros se depararam com uma cena que os chocou.

Um homem fora jogado de dentro de um comércio, provavelmente de um local em que funcionava um comércio de escravos, gritando bastante a respeito de outra pessoa, nesse momento saiu uma outra pessoa trajando uma grande capa púrpura sacou a espada e decapitou aquele homem ali mesmo no meio da rua, depois virou-se para aquele que seria o dono do negócio e falou em um tom até calmo para a ocasião e os aventureiros escutaram.

– Não sei por que esse assunto de escravidão ainda incomoda alguns. Mas fique despreocupado, estaremos protegendo seus negócios.

E saiu para a rua sem demonstrar emoção alguma pelo homem que jazia ali.

Os aventureiros não se intrometeram na confusão.

Andando mais um pouco, chegaram próximo a um beco, lá estava encostado em uma parede um homem com uma capa que cobria-lhe até o rosto. Quando viu os aventureiros chamou logo Emerus, o clérigo, e disse que precisava falar em particular.

Emerus não deu essa oportunidade para o homem que na verdade revelava-se um elfo ao tirar seu capuz.

– Se tens algo a me dizer é melhor falar na frente de meus companheiros. Disse Emerus.

Então o homem, concordando, fez três perguntas muito estranhas e que deixou os aventureiros alertas:

– Vocês conhecem Emok e Eguuig?

– O nome de Ziala, diz alguma coisa a vocês?

– Quem são Emok e Eguuig.

Após dizerem que sim conhecem Emok e Eguuig e que eles são agentes harpistas e que o nome de Ziala é familiar o elfo se virou no beco e apenas disse.

– Encontrem-me a noite na Taverna O Touro e o Urso. Espero seus seis amigos e Emok. E partiu.

Todos acharam aquilo muito estranho, mas pensaram que aquele elfo poderia ser também um agente harpista. Ainda mais estranho era a referência de seis amigos, já que agora eles estavam apenas em quatro e a referência no nome de Emok. Mas concluíram que ele ainda não sabia das três perdas que o grupo havia sofrido.

A noite nO Touro e o Urso começou barulhenta, muitas pessoas se faziam presentes na taverna. Os aventureiros estavam no andar de cima que funcionava como hospedaria e resolveram descer.

Quando estavam no salão da taverna viram que havia uma mesa deslocada para o canto mais escuro da taverna com uma única pessoa sentada, trajando um capuz. Era o elfo.

Ele fez um sinal para que eles se juntassem a ele e iniciaram uma longa conversa no meio do barulho causado pelos beberrões da cidade.

– Bem, primeiro gostaria de saber onde estão seus outros companheiros que não se fazem presentes e Emok.

O grupo relatou toda a história pela qual passaram e finalizaram com as últimas perdas que sofreram: Elle e Emok mortos e Arwen que partiu para sua terra.

– Certo, antes de qualquer coisa me chamo Kiffew, assim como Eguuig e Emok também sou um agente Harpista e meu grupo está procurando vocês por bastante tempo, desde que entraram na masmorra com Emok e Eguuig foi avisar aos altos harpistas onde vocês estavam. Foram destacados 14 agentes para irem até a masmorra, quatro caíram em combate, pois haviam ainda muitos monstros na masmorra, entre eles um Tirano Ocular. Revistamos aquela masmorra, mas não encontramos vocês. Encontramos uma biblioteca e lá buscamos por mais informações daquele local. Descobrimos que Edynav era o senhor daquela masmorra, mas não o encontramos também. Além disso, descobrimos algo sobre uma tal de Ziala que mantinha contato com Edynav e que ela fazia parte de um grupo de aventureiros bastante antigo, que por alguma razão se dispersaram e foram viver suas vidas longe um do outro. Por alguma razão nada evidente para nós ela está tentando encontrar com esses seus antigos companheiros. Enfim, depois de ter essas informações ficamos sem saber o que fazer, pois não tínhamos ideia de onde Edynav, Ziala ou mesmo vocês poderiam estar. Assim,decidimos nos separar e tentar procurar por vocês em todos os possíveis locais que vocês estariam. Foi assim que encontrei vocês aqui. Além disso, decidimos incluir vocês nos planos, pois se Emok confiou essa empreitada a vocês nós também confiaremos.

Enquanto falava os aventureiros tentavam perceber se aquilo que Kiffew falava era verdade e aparentemente nada de anormal em sua fisionomia ou em seu tom de voz dizia que estava mentindo, assim decidiram confiar nele.

E continuou:

– Além disso, acredito que vocês tenham informações importantes sobre Edynav ou Ziala.

Os aventureiros assentiram e falaram que seria melhor subir para os quartos e conversarem lá. Kiffew achou a ideia boa e tirando um alaúde de dentro de seu manto começou a tocar e foram subindo para a hospedaria despercebidos, estavam parecendo que estavam bêbados seguindo de um bardo nada empolgante.

Foi assim que subiram e os aventureiros mostraram os documentos que pegaram na masmorra para Kiffew e iniciaram os preparativos do plano para deixar a cidade.

Depois da apresentação dos documentos, que em sua maior parte era de pequenos pedaços de pergaminhos com recados entre Ziala e Edynav, Kiffew ficou mais confiante, pois agora tinham uma leve ideia de onde poderia se encontrar Edynav, apesar de ainda assim não saberem onde Ziala estaria.

Lembrando que em uma das cartas Edynav propôs o encontro com Ziala em suas próprias palavras: “longe dos elfos, perto do inferno, acima das cabeças”.

Assim, tinha três alternativas de caminho a seguir, a primeira seria ir até a cidade de Água Ruidosa e de lá seguir para o norte por entre a Floresta Alta, este seria o caminho mais improvável de seguirem, pelos perigos que aquela floresta representa; a segunda alternativa seria seguir a partir de Llhork direto para o norte, atravessariam um rio e depois uma colina e daí seguiriam pelo curso de um rio que ficava ao oeste da Floresta Alta; o outro caminho seria seguir por onde voltaram e depois ir para o norte, porém o medo de passar pelo vale das Montanhas do Pico Cinzento fez com que eles logo abandonassem essa ideia.

Escolheram por fim a segunda alternativa e seguir dali direto para o norte.

Decidiram comprar cavalos e fazer os preparativos da viagem nos próximos três dias.

Então, foram dormir, já com o objetivo de no outro dia comprarem cavalos.

Amanheceu o dia do 15º dia de viagem.

Os aventureiros acordaram cedo e estavam na entrada da estalagem O Touro e o Urso, a qual ficava na rua principal de Llhork, quando avistaram ao longe uma figura feminina caminhando ao lado de uma canina.

Observando melhor todos tiveram uma surpresa ao se verem olhando para Arwen que estava acompanhada de seu lobo.

Arwen, porém, apresentava olhos de uma pessoa que se encontra aflita.

Chegando no grupo explicou o motivo de sua volta. Logo naquela noite em que se separaram Arwen chegou a uma pequena floresta, lá montou acampamento e quando a noite já ia há muito tempo percebeu ao longe grupos de criaturas humanóides correndo para o sul com tochas em punho colocando fogo em tudo o que viam pela frente.

Arwen percebeu que se tratava de um grupo de orcs que por alguma razão estavam seguindo o mesmo percurso daquele grupo de orcs que viram há vários dias descendo do norte pelo deserto do Anauroch.

Assim, ela viu que algo não estava certo, que no ar não haviam apenas conflitos entre cidades, mas que a natureza também estava ameaçada. Por isso, viu-se no dever de voltar até o grupo que estava lutando para por ordem nos problemas que estavam surgindo.

Depois de conversarem por um bom tempo e de explicarem o por quê de Kiffew estar com o grupo naquele momento saíram para fazer algumas compras para a viagem.

Três dias se passaram.

No 18º dia de viagem após todos os preparativos para a viagem finalizados partiram, deixando Llhork.

Seguiram para o norte.

Na estrada decidiram enterrar os corpos de Elle e Emok. Kiffew fez uma série de orações sobre o corpo de Emok antes de ser enterrado. E assim, tristes, seguiram viagem.

Após metade de um dia de viagem chegaram até um rio. Viram apenas um pequeno barco ancorado. O rio não era caudaloso, mas era extenso.

Arwen percebeu que poderiam atravessar a cavalo e foi o que fizeram.

Perto da outra margem as águas do rio começaram a borbulhar.

Uma estranha sensação se apossou dos aventureiros.

Quando saíram do rio, estando ainda na margem do mesmo, uma explosão de água atrás deles chamou logo a atenção.

A explosão foi causada devido à saída inesperada de uma grande criatura reptiliana de dentro do rio.

A criatura que possuía escamas azuis também tinha asas e um pescoço longo.

Daros logo reconheceu como um Dragonete Elemental da Água.

E falando em dracônico permitiu que apenas Daros entendesse o que a criatura falava.

– Vocês não são bem-vindos aqui!!

E partiu logo para o ataque.

Após uma série de golpes e uma batalha grandiosa conseguiram matar a criatura.

Seguiram caminho sem mais nenhum sobressalto.

A noite chegou e acamparam já observando ao longe as colinas pelas quais tinham que atravessar.

O sol do 19º dia de viagem surgiu no horizonte e os aventureiros reiniciaram a viagem.

Chegaram até as colinas e iniciaram a subida.

Tiveram que descer dos cavalos para caminharem melhor nas pequenas trilhas das colinas.

Seguiram durante todo dia naquela região, pouco antes do meio dia já era possível visualizar onde estariam os picos daquela região.

E o que foi muito desesperador foi a imagem de um grande humanóide lá no alto que aparentemente segurava uma clava enorme em uma de suas mãos.

Os aventureiros pensaram que aquilo certamente se tratava de um gigante, o medo se apossou do grupo, mas tinham que seguir em frente e tentar sair dali o mais depressa possível.

E assim a aventura continua na próxima sessão.

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