Publicado por: Lourival Dias | 04/07/2010

[Reporte de Sessão – 13] Aventura: Antigos Mistérios

Amanheceu o 26º dia de viagem. Os aventureiros fizeram desjejum, prepararam suas magias ou estudando ou rezando e soltaram os cavalos com a esperança de que eles encontrassem seus antigos donos. A partir daquele ponto já não iriam mais precisar deles.

Estavam na base das montanhas inferiores e iam iniciar a subida até o provável esconderijo de Edynav.

A subida era muito íngreme, mas com um pouco de esforço iam conseguindo subir.

Chegaram em um platô perto do meio dia, o sol queimava a pele, mas o vento vindo do leste acalmava o calor.

Neste platô havia uma ponte de madeira, bastante extensa, porém sem corrimão,além disso ela era instável devido a ser construída com pequenas tábuas.

Eremes, o ladino, verificou que as cordas estavam em boas condições, mas o mesmo não se podia afirmar sobre as tábuas.

Daros, o mago, então teve a idéia de transportar os aventureiros dois a dois para o outro lado da ponte usando sua magia do disco de Tenser. E assim o fez.

Já tinha atravessado quase todos, faltava apenas Kiffew, o agente harpista. No momento em que Daros e Kiffew estavam chegando até o local onde estavam os seus companheiros todos foram pegos de surpresa. Duas criaturas reptilianas apareceram, uma atrás de Daros e Kiffew e uma acima dos outros, rugiram e vinham ao encontro deles, mas em um vôo desajeitado. Eram Vermes da Rocha, criaturas como dragões, mas com asas pequenas e com um terceiro olho na testa.

O mais estranho foi quando um dos vermes falou de maneira bastante familiar para Daros.

– Vocês ainda verão o poderio de meu domínio.

A voz lembrava a sua infância por algum motivo. E era de seu conhecimento que aqueles seres repetiam frases antes ouvidas.

Os dois sobre o disco de Tenser conseguiram derrotar a criatura que vinha atrás deles, e no mesmo instante ela despencou sobre a ponte que arrebentou e caiu no grande precipício que havia ali. Devido a falta da ponte o disco de Tenser já estava se desfazendo, já que precisava de uma superfície para funcionar, foi aí que Daros e Kiffew tiveram que pular e se segurar na borda do precipício.

Os aventureiros finalmente conseguiram derrotar os monstros.

Continuaram a subir, e vieram muitos caminhos tortuosos.

Ao final da tarde já era possível ver lá em cima uma torre, mas não conseguiam ver a sua base, mas aquilo já dava esperanças aos aventureiros.

Em um desfiladeiro os aventureiros viram uma estátua de uma criatura humanóide vestindo uma armadura completa de batalha. Era um Horror de Elmo.

Segundo Daros, aquilo era, provavelmente, um guardião daquela área. Alguém que não queria a aproximação do grupo colocou-a ali.

Após chegarem a alguns metros da estátua esta se mexeu e partiu em disparada na direção dos aventureiros com sua espada em punho, esta espada irradiava raios por todo o comprimento da lâmina, além disso a estátua não pisava no solo, mas flutuava.

Uma grande batalha foi travada na borda do desfiladeiro, mas os aventureiros conseguiram destruir aquela estátua que se desmontou e derreteu no meio do caminho.

Seguiram caminho até que a noite veio e levantaram acampamento.

No dia seguinte partiram com o objetivo de alcançar aquela torre que haviam visto.

Ao final da tarde deste dia os aventureiros se encontravam no cume da montanha de frente para aquela grande construção, que continha no seu meio uma torre que se projetava para o céu.

Masmorra de Edynav?

No momento em que pretendiam avançar pela grande porta uma fumaça começou a se formar na frente deles, a fumaça vinha por baixo do portal e esta começou a se materializar em uma substância amorfa que começou a ter forma e eles viram aquela criatura que deixava transparecer o ódio que sentia por ver aqueles viajantes ali.

Após se materializar totalmente foi em direção a eles para o combate.

A Mancha Elemental

Era uma mancha Elemental. Era uma criatura que nem mesmo Daros com todo seu conhecimento havia visto aquilo.

Foi preciso Emerus, o clérigo, usar suas preces para aumentar de tamanho coma  força dos justos e ajudar na luta.

Após um combate violentíssimo e a estranha sensação de maldade que queria tomar o coração dos aventureiros conseguiram derrotar aquela criatura que sumiu voltando à forma de fumaça e desaparecendo.

Recuperados decidiram entrar, foi Emerus, ainda na sua forma grande que empurrou o grande portal daquela construção e assim entraram.

O clérigo voltou à sua forma original e se encarregou de levar uma tocha.

O ar naquela masmorra estava abafado e tudo escuro à sua volta.

Seguiram por um longo corredor até alcançaram uma sala com duas portas, uma pra direita e outras para esquerda, a da direita estava fechada.

Eremes, o ladino, ia sempre à frente para detectar a presença de armadilhas.

Um leve barulho de água jorrando vinha da porta à esquerda, os aventureiros olharam e viram algo como um grande olho d’água que jorrava o líquido e este ia para o norte em uma espécie de dique que desaparecia no escuro, por falta de iluminação.

Decidiram então seguir pela porta da direita.

No grande salão que se seguia o ladino encontrou uma porta secreta. Yunero, o guerreiro, usou toda a sua força para empurrar a porta que era feita de pedra como as paredes.

Lá dentro encontraram várias sacolas com peças de ouro.

Durante esse tempo Daros percebeu que no salão havia uma estátua grande.

Ficou prestando atenção para ela o tempo todo.

A estátua era feita de pedra púrpura, não tinha face, mas sim umas runas estranhas, além disso tinha dois grandes chifres.

Enfim, a estátua se moveu, pulando de onde estava, algo como um pedestal e encarou os aventureiros.

Daros foi quem falou.

– Quem é você?

– Sou o Deus deste local! Sou o único Deus que há! Vocês finalmente chegaram! Venham! Adorem-me!

E continuou a falar mais coisas sobre ser o único deus e que eles deveriam segui-la.

Emerus achou aquilo muito estranho, uma estátua sendo o único deus em um lugar em que a pluralidade religiosa é normal não fazia sentido.

– Quem é Edynav? Perguntou Daros.

– Certamente é uma pessoa que vocês procuram e que está no meu mundo.

Ainda achando aquela conversa sem sentido Daros perguntou.

– Você pode nos levar até ele?

– Claro que sim. Desde que vocês me adorem. Venham por aqui, levarei vocês até Edynav.

E Seguiu por um corredor à frente.

Área explorada até então pelos aventureiros

E assim a aventura continua na próxima sessão.

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