Publicado por: Lourival Dias | 19/08/2010

[Reporte de Sessão – 6] Keep on the Shadowfell – Fortaleza no Pendor das Sombras

Os aventureiros discutiram, ainda dentro do covil dos kobolds, a respeito do pergaminho que encontraram com Dente-de-Ferro.

Concluíram que o espião estava entre as pessoas do Abrigo e que os visitantes só poderiam ser eles mesmos. Deveriam agir rápido, pois as pessoas de lá estavam correndo perigo de vida. Então decidiram voltar para o vilarejo, tentar encontrar o espião e ir ter com Lorde Padraig a respeito do pergaminho.

Decidiram por acampar na caverna mesmo, antigo covil dos kobolds.

Investigaram toda a caverna para verificar se não havia algo ainda não percebido e que pudesse se mostrar perigoso.

A noite seguiu sem nenhum problema. Quando os aventureiros acordaram vinham surgindo os primeiros raios de sol. A caverna estava fria e úmida, mais do que o normal e o orvalho da manhã penetrava e deixava o ar agradável.

Fizeram o desjejum e se puseram a andar de volta ao Abrigo do Inverno.

A caminhada foi longa. Quando voltaram perceberam que algo estranho estava acontecendo na cidadela.

Os pequenos campos ao redor da cidadela murada do Abrigo do Inverno pareciam estranhamente vazios. Dentro das muralhas os poucos aldeões que os aventureiros encontravam caminhando pareciam nervosos e olhavam para eles furtivamente antes de se afastarem mais depressa.

Os aventureiros acharam aquilo tudo muito estranho, suspeitaram até que aquilo seria uma armadilha contra eles feita pelo espião.

Nem os guardas da muralha externa estavam em seus postos.

Entraram no vilarejo e foram até a mansão de Lorde Padraig.

Haviam guardas na entrada da mansão, mas não se demoraram muito em deixar os aventureiros passar, ainda mais depois de saber que eles haviam matado todos os kobolds que aterrorisavam a Estrada do Rei naquele lugar.

Esperaram algum tempo até que o Lorde veio recebê-los.

Conversaram com o lorde. Ele falou que todos na cidade não tinham tido uma boa noite e que haviam sonhado sonhos estranhos. Ele mesmo teve um, a sensação era de como estivessem pisando em seu próprio túmulo, mas não sabia se explicar isso. Ainda citou o sonho de um amigo seu, Eilian, o velho fazendeiro com que Victorius, o mago, trocou algumas palavras quando chegaram no Abrigo, ainda na estalagem.

O sonho de Eilian, porém, fora mais estranho. Ele sonhou que em algum lugar uma porta se abria e que dentro dessa porta tudo era completamente escuro.

Todos achavam aquilo muito estranho.

Quase se esquecendo, Lorde Padraig deu 100 PO em pequenas sacolas para cada um dos aventureiros como prometido pelo serviço, deixando eles bastante alegres.

Após muitos agradecimentos por ambas as partes os viajantes perguntaram quem seria Kalarel. O Lorde não sabia de quem se tratava.

Sendo perguntados a respeito do porquê do nome “kalarel” eles mostraram o pergaminho para o Lorde, que ficou demais preocupado e sem saber o que fazer. O Lorde aconselhou os aventureiros a irem ter com valthrun, o sábio, quem sabe eles saberia que era esse Kalarel e assim impediriam a abertura da fenda.

Então, os aventureiros decidiram por se separar. Três foram até Valthrun em sua torre e os outros quatro foram até a taverna buscar mais informações.

Malak, Balasar e Agatha foram até Valthrun. Dracos, Victorius, Yolaws e Carric foram até a taverna.

A taverna estava praticamente vazia. Estavam apenas, Salvana Wrafton, a dona da estalagem, Eilian, o velho fazendeiro, sentando perto do balcão, e a elfa que encontraram da primeira vez, sentada sozinha em uma mesa.

Yolaws vai falar com a elfa.

Os outros ficaram falando com Salvana, a qual os recebeu muito bem.

– Olá! vcs sobreviveram! Que sorte. Nós temos sorte de ter aventureiros tão capazes para ajudar o nosso vilarejo. Disse a elfa.

Depois de trocar algumas poucas palavras e beber toda a sua caneca de cerveja de uma só vez saiu da estalagem.

Todos informaram aos aventureiros que também não estavam se sentindo bem. Além disso, ninguém conhecia o nome Kalarel.

Os outros três que foram até o sábio Valthrun chegaram até uma torre de cerca de cinco andares com a porta da frente aberta.

Tudo estava escuro, com apenas luzes vindo do segundo andar.

Os aventureiros entraram.

De repente o sábio perguntou quem vinha vindo e depois de serem identificados permitiu que os aventureiros entrassem e que fossem até o segundo andar com ele.

Os aventureiros logo perguntaram se o sábio tinha mais informações acerca da fortaleza.

– Sim, claro que sim. Disse o sábio. Meus livros e pergaminhos me dizem que ela foi construída pelo antigo império, Nerath, como eu suspeitava. Mas ela não servia para vigiar os saqueadores, com certeza. Não! Ela foi erguida sobre a localização de uma fenda para o Pendor das Sombras, um lugar de trevas e obscuridade. Nem tudo no Pendor é maligno, mas essa fenda aparentemente se conecta a um templo profano de Orcus, o lorde demônio dos mortos-vivos. Esqueletos, carniçais e criaturas mais estranhas e terríveis se arrastaram pela fenda, invadindo a luz do dia. O império destruiu os mortos-vivos e depois selou a abertura, construindo uma fortaleza sobre o local para vigiá-la e restringi a ameaça. Eu pensei que este era o final da história. Agora, já não  tenho muito certeza. Os aldeões acreditam que goblins vivem nas ruínas, então eles evitam a região. Mesmo se os goblins tomaram a fortaleza, eles ainda não incomodaram os fazendeiros ou o vilarejo.

Foi Agatha que quebrou o silêncio, após o espanto dos outros aventureiros.

– O senhor parece saber muito sobre essa fortaleza e foi o único que aparentemente não teve sonhos estranhos essa noite. Acho isso muito estranho.

– Claro que tive sonhos estranhos. Sonhei com um poço escuro de onde saiam braços negros e tentavam me segurar e me levar para o fundo. Era muito desesperador. O sonho se repetia muitas vezes. Achei até que tinha sido causado pelas minhas pesquisas acerca dessa fortaleza nos tomos antigos.

Os aventureiros viram que era verdade o que o sábio falara. Perguntaram ainda a respeito do nome Kalarel, mas o velho não sabia de quem seria esse nome. E depois de ver o pergaminho ficou muito preocupado, pois a qualquer momento a fenda se abriria e as criaturas atacariam a cidade.

E quando viu o nome de Orcus envolvido ficou ainda mais preocupado, e disse:

– “Isso não é um bom presságio! Se os lacaios de Orcus estão agindo na região, possivelmente estarão interessados em nada menos do que a reabertura da fenda! Isso

é terrível! Se os cultistas da morte retirarem o selo da fenda, uma onda de mortos-vivos atacará o Abrigo do Inverno. Hoje, não existe um império para nos socorrer. Nós seremos aniquilados pelos monstros, que erguerão um reino de morte no mundo. Será que vocês seriam capazes de eliminar essa ameaça?

Os aventureiros disseram que iam fazer alguma coisa a respeito e se despediram do sábio com destino à praça da cidadela, onde encontrariam com seus companheiros e traçariam um plano de ação.

Se encontram todos na praça da cidadela.

Após contar o que cada grupo conseguiu de informações começaram a discutir o que seria melhor fazer no momento. Até acharam estranho o fato da elfa ter saído rapidamente e sorrateiramente da estalagem. Aquilo chamou a atenção dos que estavam com Valthrun.

– Por que não a seguiram? Pra onde ela foi? Perguntaram.

Mas os aventureiros que estavam na eslagem não sabiam nada a respeito dela.

Decidiram então ir até a fortaleza, apesar de a noite já estar chegando. Mas deveriam agir o mais rápido possível.

Decidiram agir rápido. Malak que incentivou o grupo. Foram até a casa de Lorde Padraig pedir cavalos.

– Para quê vocês os querem? Perguntou.

– Sinto em desapontá-lo nobre senhor, mas é para resolver um problema pendente que pode gerar problemas para a sua cidade.

– Certo, esperem aqui. O Lorde entrou em sua mansão e depois voltou com um bilhete. Tomem, continuou, com este bilhete vocês tem liberdade de pegar sete cavalos nos estábulos, são cavalos da milícia da cidade, então tenham bastante cuidado deles ok?

Após se despedirem novamente saíram da cidade rumando em direção ao norte. Na direção da Fortaleza que ficava sobre o que Valthrun chamou de Pendor das Sombras.

A noite chegou e pegou os aventureiros poucos minutos depois que saíram da cidade. A floresta ao lado deles já começava a fazer os barulhos da noite.

A trilha era muito acidentada e começou a se tornar bastante difícil de ser atravessada com a velocidade em que iam com os cavalos.

Em um certo ponto alguns dos aventureiros caíram de seus cavalos se machucando um pouco. Mas logo se recuperaram e partiram novamente.

Adiante, a trilha estreita se abre em uma clareira. Enormes pilhas de blocos de rochas despedaçados e madeira queimada dominam o espaço aberto no bosque, desde o centro da clareira até o inícioda floresta. O chão está coberto de terra batida. Embora a vegetação tenha começado a cobrir a trilha que os trouxe até aqui, ela não invadiu as ruínas da Fortaleza Pendor das Sombras. No entanto, é obvio que alguém está alterando as ruínas. No centro dos destroços, alguns blocos de pedra e caibros foram reunidos numa pilha maior. Alguma criatura esteve liberando o caminho através dos escombros e retirando os pedregulhos de cima de uma escadaria de pedra, que desce para a escuridão.

Ruínas da Fortaleza

Eles estavam em um pequeno elevado de onde era possível ver as ruínas da fortaleza lá em baixo.

Amarraram os cavalos e começaram a entrar na clareira e conseguintemente nas ruínas.

Naquele ponto a floresta estava em total silêncio. O pouco de movimento que os aventureiros faziam criava um barulho muito grande.

Yolaws, um dos magos, conjurou som fantasma no grupo, para que não fizessem tanto barulho.

De repente algo saiu correndo na visão lateral dos aventureiros.

Prepararam suas armas para o combate com alguma coisa, viram em volta, mas nada podia se ver, não haviam ninguém mais ali.

Seguiram até o meio das ruínas onde havia um buraco com uma escada que descia.

Os aventureiros desceram as escadas do meio da ruína.

A escadaria que desce foi construída com pedras finamente entalhadas, e talvez seja o trabalho de anões. Uma brisa gélida arrepia seus ossos conforme vocês descem. O brilho bruxuleante de tochas pode ser visto lá embaixo, saindo de uma das salas.

Chegaram até uma sala ampla que tinha quatro colunas.

No meio da escada alguns fizeram algum barulho com suas botas o que fez com que um goblin aparecesse do outro lado em prontidão, deu grito e lançou sua azagaia contra os aventureiros.

Carric se apressou e insistiu contra o goblin, correndo pelo meio da sala.

Porém, quando estava passando por entre as colunas surpreendentemente o chão cedeu e ele caiu dentro de um fosso.

No fosso ele notou que algo se movimentava, mas ainda não dava pra saber o que era, porém o cheiro de suor pútrido emanava fortemente do local.

Então o combate se seguiu. Balasar ainda tentou segurar a mão de Carric, mas não a alcançou.

Depois de algum tempo, devido ao barulho do combate chegaram mais alguns goblins gritando.

Dois tinham bestas leves e o outro lança.

Os com besta atiraram logo contra os aventureiros enquanto o com lança, achando uma brecha na formação dos aventureiros entrou em combate corpo a corpo contra Victorius, o outro mago.

E assim aguardaremos o fechamento deste combate no próximo reporte.

Até!

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Responses

  1. Essa parte na minha aventura foi MUITO tensa! Espero que a conclusão seja tão emocionante quanto foi na minha!

    Fico no aguardo!

    • É… ontem a gente terminou o 1º encontro, foi bem rapidinho, é que tive um imprevisto e tive que sair, foi bem legal. Espero que a aventure fique mesmo “tensa” ehehehe (só ontem o pessoal gastou cerca de 8 pulsos de cura, juntando todos) =D

      Até!

  2. Eram todos fracos, aposto…hehehhe.
    Tudo culpa dos malditos ratos! Que coisa… um grupo com guerreiro, magos, etc, morrendo para simples ratos! Vamos precisar de invocar a detetizadora hoje!


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