Publicado por: Lourival Dias | 08/10/2010

[Reporte de Sessão – 4] Scales of War – Resgate em Rivenroar

A casa de Troyas, um dos conselheiros de Brindol, era bastante bonita e parecia ser bastante confortável.

Os aventureiros foram convidados a entrar pelo guarda.

A porta da casa estava sendo vigiada por dois outros guardas, que deixaram que todos passassem.

Os viajantes foram levados para uma pequena sala.

Haviam várias estantes cheias de livros e uma mesa no centro com muitos pergaminhos sobre a mesma. Um meio-elfo estava sentado, lendo e escrevendo em vários pergaminhos. Outros três humanos andavam pela sala, arrumando vários pergaminhos e livros aqui e ali.

A movimentação era intensa dentro desta.

Assim que entraram na sala o guarda que os escoltavam apresentou em voz alta. O meio-elfo olhou para os aventureiros com um olhar cansado por baixo de seus cabelos longos.

Ele cumprimentou a todos solenemente e após uma observação direta em direção de cada um dos aventureiros disse:

– Estou com algo em mente e gostaria de falar com vocês sobre isto, pessoalmente e em particular.

Dito isto, apenas olhou para as outras pessoas que estavam na sala e para o guarda e logo estes se retiraram.

O meio-elfo era o conselheiro da cidade, Eoffram Troyas, ele pediu para que sentassem e começou uma longa conversa com os aventureiros.

Primeiramente disse que ficou sabendo deles logo depois dos ataques. A primeira notícia que chegou a seus ouvidos foi que um grupo de pessoas, possíveis aventureiros, tinham matado alguns hobgoblins e até um ogro selvagem!

Ele, então, resolveu chamar eles para certificar-se de que estavam dispostos a ajudar a cidade de Brindol, então perguntou quais eram as verdadeiras intenções dos aventureiros e o porquê estavam na cidade.

Os aventureiros explicaram que haviam chegado à cidade escoltando várias carroças de um mercado. Quando chegaram foram até a taverna onde estavam quando iniciaram os ataques.

Então o conselheiro seguiu falando, disse que estavam passando por uma grande crise. O ataque da noite anterior não era esperado. Muitas casas foram destruídas. O fogo consumiu boa parte da cidade. Isso sem falar das pessoas feridas no ataque.

Após ser instigado pelos aventureiros ele continuou a relatar a situação e a possível causa do ataque.

Há cerca de 10 anos um grande exército de hobgoblins marchou contra a cidade de Brindol, porém nesta época a cidade contava com um exército excepcional que rapidamente derrotou aqueles monstros. O conselheiro achava que aquele ataque significava vingança, que esses hobgoblins estavam organizando algo contra a cidade, porém percebeu que o número deles não era grande, apesar do estrago que fizeram, assim poderia se tratar de apenas um grupo de bandidos hobgoblins.

O problema maior foi o que aconteceu à cidade.

O Salão da Grande Honra, onde ficam os tesouros mais preciosos de Brindol, foi saqueado naquela noite, foram levados o Elmo dourado de crista de dragão, a Espada Longa Cerimonial de Platina, o Jogo de três escudos com a Insígna da Mão vermelha, um Jogo de Luvas de Ferro, e o Estandarte Heráldico de Batalha.

Além disso, os hobgoblins capturaram sete pessoas e às levaram! Não sabemos em que direção e nem pra onde.

As pessoas capturadas foram, Jalissa, uma clériga de Ioun; Sertanian, o castelão do Salão da Grande Honra; Thurann, um garoto de 8 anos apenas, filho de Kartenix, o capitão da Guarda, o qual também foi levado; Mirtala, uma cozinheira; Zerrksa, uma velha senhora que trata das pessoas com suas ervas medicinais; e Adronsius, o anão alquimista.

Os aventureiros ficaram muito interessados nas descrições das pessoas desaparecidas e guardaram bem esta informação.

O conselheiro continuou a falar.

Não agrada ao conselho contratar aventureiros para missões, mas eu não concordo, por isso chamei vocês até aqui na minha casa, gostaria de mandá-los em uma missão, mas sem chamar muita atenção.

O objetivo da missão é ir até o local em que os hobgoblins estão escondidos e resgatar as pessoas e trazer os tesouros da cidade de volta. Claro, que o mais importante nesta missão é a vida das pessoas raptadas.

Os aventureiros perguntaram onde poderiam achar informações da possível localização do bando.

O conselheiro disse que durante o ataque, na noite anterior, eles conseguiram manter em cárcere um hobgoblin, mas ele não disse nada até o momento, quem sabe os aventureiros poderiam fazê-lo falar algo.

Então os aventureiros requisitaram a visita ao hobgoblin, o qual estava preso em um depósito na região ao sul de Brindo, eles foram até ele escoltados por um outro guarda.

Chegaram até o depósito, que mais parecia um celeiro abandonado. Dois guardas vigiavam a porta.

Dentro do depósito havia apenas o hobgoblin acorrentado. Algumas das tenhas tinham caído já há algum tempo e os raios do sol entravam iluminando o ambiente.

Os ferimentos do hobgoblin da batalha da noite anterior receberam curativos, mas um grande número de tomates no chão, próximo a ele, indicavam que o tratamento recebido não era dos melhores.

Ele lançou um olhar cansado na direção dos aventureiros e disse: “Eu na falar nada se seu povo não deixar eu ir”.

Os aventureiros pensaram um pouco como obter informações do monstro.

Após alguma conversa sem êxito os aventureiros resolveram partir para a agressão.

Kantus, o ladino, pegou uma adaga e fincou-a na perna da criatura que começou a gritar muito alto.

Os guardas do lado de fora do depósito pareciam não se importar com o que estava a acontecer ali.

Mesmo com a dor o hobgoblin não disse a localização de seu bando.

Depois de muitas tentativas Kantus foi até o ouvido da criatura, falou algo inaudível para todos e então o hobgoblin, com medo e temor, começou a gritar, dizendo que diria sim para onde o grupo de hobgoblins tinha se dirigido.

– Eles foram para o norte! Onde existe as ruínas de um antigo castelo abandonado! É lá que montamos acampamento e é lá que está funcionando a base do nosso grupo! É lá que Siruth, o nosso chefe está! Gritou o hobgoblin.

Após terem as informações necessárias, os aventureiros partiram para o norte, mas antes fizeram algumas compras na cidade do que seria necessário para a exploração das ruínas.

Sinala, a maga do grupo, lembrou-se que há algum tempo leu sobre este castelo abandonado. Tratava-se de um castelo que há muito tempo serviu como moradia para a família Rivenroar, mas que atualmente estava em ruínas. Outras famílias também moraram no castelo, mas a mais importante foi a Rivenroar.

Os aventureiros partiram para as ruínas ao final da manhã. Sempre seguindo em linha reta na direção norte.

Os aventureiros avistaram pegadas de hobgoblins seguindo para o norte, o que provava que o hobgoblin disse a verdade.

Ao cair da noite chegaram até uma grande construção, mas a maior parte dela estava aos pedaços no chão.

Porém, ao lado da porta principal havia uma espécie de alçapão no chão. Ele não estava coberto pela vegetação e os passou seguiam até ele.

Todos decidiram abrir o alçapão. Ao abri-lo uma escada se revelou. Para baixo tudo estava escuro, mas no final da escada era possível ver uma pequena iluminação, possivelmente de tochas.

Os aventureiros desceram as escadas, sempre atentos para o lado de fora, verificando se estavam sendo vigiados.

Quando eles alcançaram o final das escadas eles viram dois hobgoblins cada um segurando um mangual. Eles estavam de prontidão no centro de uma câmara escura. Braseiros flanqueavam a porta dupla na parede norte. Dois goblins estavam empunhando bestas na frente desta porta!

E então os hobgoblins partiram para o ataque!!

Área onde os aventureiros se encontram e por onde entraram na ruína de Rivenroar

Vamos ver o que acontecerá na próxima sessão!

Até!

Anúncios

Responses

  1. Poxa…eu não pude participar dessa aventura, que pena. Mas estou na espectativa da próxima! Ah e o que Kantus falou no ouvido do hobgoblin?

  2. Loco! Quero ver a continuação.. Muito bom, só tenta descrever com mais detalhes os locais por onde os aventureiros passam e as cenas. No mais, parabéns. Abraços

    • Opa! Valeu mesmo! É, eu tenho esse problema, mas isso é devido principalmente à minha falta de tempo (tenho 2 mesas lá no rrpg) e aí fica meio complicado pra tentar fazer algo mais elaborado. Mas vou tentar fazer algo melhor das próximas vezes.
      Espero que continuem acompanhando o blog!
      Até!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: