Publicado por: reignomo | 30/12/2010

[Reporte de Sessão 11] O Império Branco

Voltamos a comentar sobre nossa campanha “O Império Branco” que tem acontecido em nossa sala no RRPG Firecast, mas desta vez em uma situação que merece destaque porque, como verão neste post, um fato importante marca profundamente a história da campanha e dos jogadores…

A sessão que irei descrever desenvolveu-se em duas sessões, mas eu trarei como uma para ser mais didático.

Tudo começa com o último evento (o reporte deste evento pode ser visto aqui) quando os aventureiros encontraram Alurar na taverna Sopa Quente. Mesmo com a batalha que ocorreu, Alurar indicou um novo encontro entre ele e os aventureiros no Moinho de Zilargo ao final do dia seguinte.

Nenhum deles conhecia o local deste encontro, mas através de buscas entre alguns becos e cidadãos de Sterngate, encontraram o engenho, também chamado de Moinho de Zilargo. Este local fora construído durante a grande guerra como um laboratório experimental de alguns gnomos vindos de Zilargo (até então sem definição de território) e alguns curiosos da casa Cannith.

Alheios à história e eventos que já se passaram neste local, os aventureiros tomaram cuidado para irem até o lá sem serem seguidos, afinal Alurar estava sendo perseguido naquela região por uma assassina poderosa.

Ao chegarem no moinho, encontraram uma construção simples, de pequeno porte, mas anexada à uma roda d’água que era alimentada por uma pequena barragem construída na encosta.

O engenho parecia ser uma construção não muito recente e com mato alto ao redor. O telhado é feito de sapé e tem falhas por onde a chuva entra. Peças do sistema de engrenagem que forma a roda d’água e o moinho estão jogadas pelo local. São feitas de um metal pesado e algumas delas contém inscrições rúnicas. É fácil perceber que existia magia ali.

Apesar de estar no fim da tarde, os aventureiros ainda conseguiam ver o riacho e a barragem que compõem o sistema hidráulico do engenho. A roda d’água ainda poderia ser vista, mas é quase escondida pelo telhado do engenho.

Ao procurarem por uma entrada, localizam as janelas abertas e destruídas pelo tempo. Furtivamente eles entram e assustam Alurar que ja estava lá. Ele se apressa e chama todos para poderem iniciar a reunião secreta.

Dentro do engenho, percebem um local simples, com pouco cuidado sobre a limpeza, mas mesmo assim organizado. Uma espécie de forja no lado oeste do salão das máquinas parece ser bem importante. Feita de uma espécie de pedra, possui inscrições mágicas, mas os aventureiros não tinham idéia da serventia. Anexo a ela, um complexo sistema de engrenagens e canos que levam a força das águas para esta sala através dos mecanismos. Pelas janelas percebem a roda d’água e o riacho. Mais ao sul uma passagem levava á roda.

Entrem, rápido. Alguém os viu? Alurar se apressa em começar a conversa interrompida no dia anterior.

Estou preocupado com nossa segurança. Não tenho certeza se consegui vir sem ser notado. Vamos entrando, sentem-se aqui.

(ele aponta para almofadas postas ao redor de um antigo pilão movido pelas engrenagens do moinho)

A superfície do pilão também parecia ter sido usada para moagem de grãos, mas hoje tudo está acorrentado para evitar furtos. Acima da mesa está pendente por correntes a pedra que moía os grãos.

Antes de se sentar, Heirann, mago do grupo, lança uma magia de silêncio que impidiria quem estivesse fora da àrea de ouvir o que estavam conversando.

Depois que todos sentam-se à “mesa”, Alurar continua a falar:

Sintam-se confortáveis, quero continuar a conversa que tivemos na taverna. Eu consegui fugir daquela assassina, graças a vocês. São bons soldados, homens muito sábios.

Eu estava falando sobre a existência de um traidor em Sterngate quando fui interrompido.

Eu disse que percebi ações estranhas vindas de um homem encapusado assim que saía de uma taverna. Eu segui este homem e descobri que ele estava relacionando-se com um soldado de Sterngate que não é digno de confiança. Parece que este soldado mantém relações com os seres desprezíveis de Darguun. Acredito que ele tenha montado um esquema que permitiu a invasão da cidade.

Como sabem, existe um local aqui em Sterngate que foi por onde os Dalharuk entraram.

O templo é um local importante na cidade e chama a atenção. É surpreendente que seja construído nesta cidade. Aqui em Sterngate tudo é feito pela guerra, mas este templo é o único local onde temos livros e conhecimento.

Ah..esperem, percebo que estão confusos. Vou explicar melhor. Em Sterngate existe o templo dos SoverignHost, onde lutaram contra o Bastião da Charneca. Mas existe um outro local, afastado da praça principal, chamado de Templo do Conhecimento. Um casarão térreo que recebia muitas pessoas e fornecia todo conhecimento que precisavam. Infelizmente os recursos que o rei manda para Sterngate não incluíam o templo. A pessoa que ergueu ele o fez com seu próprio suor.

Mas os gnolls entraram por ele, de algum modo. Talvez exista uma antiga passagem por ele ou algum portal mágico, não sei.

Acho que vocês precisam fazer isso, precisam entrar lá e descobrir o que acontece lá dentro. Devem trazer alguma pista do que pode relacionar o ataque com algum traidor. Não suspeito de ninguém ainda, mas acho que lá dentro teremos a revelação. Vocês mostraram a capacidade de combater esses fatos horrendos e acredito que poderão ajudar nossa cidade a vencer esta batalha.

Eu não sei se estarei vivo até conseguirem voltar, mas se estiver, encontrarei vocês. Estes dias não estão seguros para mim e quero evitar que entrem em perigo desnecessário. Aquela mulher que me caçou na taverna pode aparecer novamente e deixar vocês em apuros. Evitem encontrar ela, porque podem morrer rapidamente. Tudo tem sua hora e a de vocês não é agora.

Neste momento, inadivertidamente, os personagens ouviram um barulho de uma pessoa chegando ao moinho. Logo desce as escadas um goliath carregando um martelo de forja e uma algibeira. Ele surpreende-se com a presença de pessoas naquele local, mas logo é interrogado pelos personagens. Uma conversa extensa acontece, mas os ânimos começam a ficar quente e o mago prepara-se para lançar uma magia ofensiva no ferreiro.

Mas neste momento alguns personagens percebem uma luz avermelhada surgir de dentro das vestes de Alurar. Isso chama a atenção de todos e ele logo retira sua bolsa que continha o pingente de alerta que o salvou no dia anterior. Mas diferente do que ocorreu anteriormente, hoje este pingente brilhava intensamente e com uma cor vermelha muito forte, quase como sangue.

Novamente somos interrompidos, fujam enquanto é tempo ou lutem até a morte! Alerta Alurar.

Eles nos acharam novamente! Vamos fugir!

Neste momento Alurar saca sua espada e corre para a escada ao sul. Eis que os aventureiros levantam-se e preparam uma posição para enfrentar qualquer perigo que venha ocorrer.

Alguns virotes de besta entram pelas janelas e Carric, o monge elfo do grupo, toma a frente e avança até a porta frontal onde dois mercenários estavam dispostos a entrar.

A cada momento mercenários e besteiros (aqueles que usavam bestas) atacavam os personagens tentando entrar no moinho. Alurar entrou em combate com um deles, mas logo conseguiu fugir.

Depois de muito combate a um dano considerável aos personagens, eles conseguiram eliminar todos com a ajuda de um patrulheiro elfo que ia em direção a Sterngate.

Dentro do moinho eles conseguiram prender um mercenário para interrogá-lo, mas logo viram que ainda não estavam totalmente seguros porque a assassina que aparecera no dia anterior, novamente surge próxima à roda d’água.

Ela tenta atingir Heirann com um dardo negro, mas ele não sofre nada! Ela havia errado!
Por um segundo era isso que todos pensaram, mas ela havia atingido a parte frágil de uma corrente que mantinha suspensa a enorme pedra que era usada para moagem. A pedra solta-se de suas correntes enferrujadas e cai sobre a superfície onde estava o mercenário que seria interrogado… Agora nenhuma informação seria conseguida através daquele infeliz.

Atônitos com a ação cruel da assassina, os personagens mal notam ela entrando no moinho.

Fiquem fora do meu caminho, seus tolos. Percebo a inocência de vocês e vejo que eliminaram meus contratados…isso me deu prejuízo e gastou meu tempo! Fiquem fora do meu caminho ou irão sofrer as conseqüências! Saiam já daqui!

Ora, são reamente corajosos e imprudentes… Ainda estão dispostos a lutar?

Neste momento, movido pelo calor da batalha Ragvir, o lâmina arcana, imprudentemente invoca a marca da édige de proteção sobre a assassina fazendo com que ela interprete que eles iriam lutar até a morte!

E foi isso o que ocorreu a partir daí…

Mostrando sua superioridade em combate, a assassina deferia dois ataques a cada ação ou movia rapidamente pelo local caçando um a um dos personagens.

Ragvir amedrontado pelo fato, omite-se da batalha e tenta ficar escondido entre as engrenagens. Poucos são os ferimentos causados à mulher, mas muitos foram os danos  causados aos aventureiros por suas adagas…

Todos os personagens caíam inconscientes no chão devido aos ferimentos. Eles beiravam à morte e Ragvir ainda foi atingido por um ferimento que sangrava contínuamente obrigando-o a decidir se ele curaria os companheiros ou a si mesmo. Por sorte ele se curou e ainda teve tempo de ajudar o patrulheiro elfo.

Assassina ia embora satisfeita com a lição dada, mas Ragvir ainda precisava estancar o sangue de Carric e Heirann que estavam prestes a morrer. Ragvir não chegou a tempo para salvar Heirann, e suas tentativas em Carric foram fracassadas.

Com o sentimento de frustração, Ragvir senta-se sem forças e lhe restou apenas lamentar a morte de seus amigos. Tentar erguer-se e levar os dois amigos para um funeral apropriado, mas não se conforma com o fato e pensa em alguma maneira de reverter a situação…

Infelizmente tivemos duas mortes na sessão, dois personagens falecidos, mas parece que um deles ainda está disposto a reverter isso… Será que uma ressurreição é possível? Onde e como isso será feito?

Veremos na próxima sessão se eles conseguirão vencer o sono dos justos, a morte.

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