Publicado por: Lourival Dias | 03/01/2012

[Reporte de Sessão 1] A Passagem do Orc Morto

Os personagens:

Rurik, o azul, é um anão do escudo monge. Ele nasceu na Cidadela Felbar, de onde partiu ainda jovem para aprender sobre as artes marciais. Especializou-se no combate desarmado, utilizando apenas suas mãos para enfrentar seus adversários. Foi em combate que conheceu Ferios.

Ferios é um humano duelista especializado no combate com sabre. Natural de Águas Profundas vagou por diversos lugares buscando aprimorar sua arte da esgrima, até chegar à cidade de Sundabar, onde conheceu Rurik em um combate.

Em um combate de rua, buscando premiação em dinheiro, Rurik e Ferios se enfrentaram em uma luta com táticas bastante distintas, um usava apenas os punhos com uma velocidade acima do normal e o outro usava o sabre como poucos e, mesmo que aparentemente um estivesse em vantagem ou desvantagem em relação ao outro, a disputa terminou empatada, sem que ninguém desferisse um golpe válido no outro. Em virtude disto Rurik e Ferios começaram a se interessar nas técnicas um do outro e resolveram se unir em busca deste conhecimento de táticas de combate.

Foi assim que estes aventureiros partiram, unidos, de Sundabar para Cidadela Felbar, para onde Rurik se deslocava com objetivo de fazer uma pequena visita à sua cidade natal e fazer suas homenagens a Ilmater, sua dinvindade.

 

Sessão 1

Os viajantes demoraram cerca de cinco dias andando para chegar à cidadela. A Cidadela Felbar era uma fortaleza encravada em uma planície entre altas cordilheiras. Logo ao longe era possível enxergar as grandes muralhas que protegiam a fortificação. Ao redor, na planície, era possível ver pedaços de madeira, ferro retorcido, regiões em que a grama não mais crescia, resquícios de um passado de batalhas ao redor da cidadela.

Os portões estavam abertos e os viajantes entraram sem problemas na cidade. Ambos seguiram pela rua principal até o templo de Ilmater, lá se encontraram e conheceram Venek, um anão sacerdote de Ilmater. Ferios, deixou Rurik no templo, perguntou a Venek sobre um ferreiro de confiança e este informou que na mesma rua ele deveria procurar pela forja de Noman, e foi para lá que Ferios foi.

Venek e Rurik, antes de fazerem suas orações, conversaram um pouco sobre os eventos recentes da cidadela. Neste momento Venek perguntou se Rurik não era filho do já falecido Ulfgar e Rurik confirmou. Venek a muito conhecia Ulfgar e se sentiu alegre em receber seu filho ali no templo.

Ferios encontrou a forja de Noman e este martelando um machado. Havia muita movimentação em sua forja, muitos anões carregavam caixas com espadas, martelos de guerra e machados.

Ferios se apresentou e disse que chegou ali enviado por Venek e por Rurik. Noman gostou muito da notícia, pois era bastante amigo do sacerdote, além disso ficou muito surpreso ao saber. Ferios gostaria de saber se o ferreiro não tinha alguma lâmina como um sabre ou uma cimitarra que ele pudesse vender. Após uma grande procura Noman encontrou o que Ferios desejava.

Enquanto conversavam Noman relatou as suas preocupações. O ferreiro estava enviando um grande carregamento para a Cidadela Adbar, porém rumores crescentes dizem que orcs estão sendo avistados nas Montanhas Rauvin, mais especificamente na Passagem do Orc morto, caminho mais curto entre as duas cidades e usado como rota comercial entre as mesmas. O medo do ferreiro era de perder todas as armas encomendadas por Adbar, além disso o comércio entre as cidadelas ficaria prejudicado, já que a cidade mais próxima – Sundabar – é uma cidade basicamente humana, como eles poderiam firmar comércio com uma cidade humana, o tipo de material de consumo não é o mesmo e para contornar as Montanhas Rauvin o custo de transporte seria alto demais, sem falar de outros perigos mais iminentes provindos da Floresta Fria.

– Nós podemos fazer a escolta de sua caravana, mestre ferreiro. Disse Ferios.

– Vocês? Você e Rurik? Falou Noman. E pensando um pouco completou. Parece mesmo uma boa ideia. Façamos assim, quando vocês entregarem as armas e voltarem em segurança esta espada será sua. Ela é digna de ser usada como pagamento por este trabalho.

E assim Ferios aceitou a missão.

– Chame Rurik até aqui, gostaria de falar com ele também. E convido vocês a se juntarem a nós esta noite para um jantar antes de partirem. Vocês devem partir à noite para que cheguem às montanhas pela manhã.

Venek e Rurik chegaram a conversar a respeito dos rumores da presença de orcs na Passagem do Orc morto. Isto estava se tornando um grave problema para a cidade e os governantes apenas diziam que estariam resolvendo este problema no futuro com a contratação de aventureiros para exterminarem esses possíveis orcs, mas até o momento nada fora feito.

Rurik disse que ele e seu amigo poderiam ajudar investigando se estes rumores eram verdadeiros.

Venek achou aquela atitude bastante corajosa, mas perigosa e que não seria bom Rurik seguir com esta ideia.

Mas para Rurik isso parecia que era obra de Ilmater, poderia haver ligação entre a minha chegada à cidadela e estes rumores? Seria Ilmater lhe dando uma missão?

Então venek se retirou para um aposento privado para suas orações e Rurik permaneceu no salão principal orando.

Até que um bater na porta do templo o tirou de sua meditação.

Era Ferios à porta.

Após se despedirem de Venek e de este desejarem bênçãos a eles, partiram para a forja de Noman.

No caminho trocaram informações sobre os rumores de orcs e concordaram em ajudar a caravana de Noman na travessia da Passagem e transporte até a Cidadela Adbar.

Chegando à forja de Noman, este logo reconheceu Rurik como o filho de Ulfgar. Rurik concordou e começaram a conversar, assim este soube que seu pai ficara devendo 200 peças de ouro para o ferreiro e para limpar o nome de seu pai e não deixar que a honra de sua família fosse manchada o aventureiro decidiu pagar a dívida e como parte desta seria escoltar a caravana mercante de Noman até a Cidadela Adbar.

Após o jantar a caravana estava preparada para partir.

Esta era composta por duas carroças, sendo uma com as caixas de armas e a outra com os mantimentos; Zafir era o chefe da comitiva, um anão corpulento, mas de conversa agradável; três outros anões, dois para cada carroça, cinco pôneis e um cavalo.

E após as despedidas se dirigiram para a Passagem.

A noite caminhou assim como a caravana andava na direção das montanhas leste. Ao amanhecer era possível visualizar no horizonte a enorme cordilheira.

Após o desjejum, descansaram mais um pouco e seguiram para a Passagem. A Passagem do Orc morto era como um corte profundo naquelas montanhas. A abertura oeste era larga, mas conforme a caravana adentrava ela começava a estreitar.

Era como estar entre duas grande muralhas e o silêncio imperava.

Não demorou muito para notar que passos eram dados à distância e quando menos se esperava uma grande pedra foi jogada de uma reentrância da parede de pedra em direção aos aventureiros. Esta atingiu a frente da comitiva, mas nada de grave aconteceu.

E, de relance, foi possível ver orcs na reentrância se escondendo, após empurrarem a pedra.

Os aventureiros ficaram atentos, dobraram em um ponto da passagem e ao longe viram algo como uma barricada feita de pedras no meio do caminho, onde a passagem se alargava. Decidiram que Ferios ia à frente, juntamente com outros dois anões para verem do que se tratavam aquelas pedras e, se possível, retirá-las de lá para liberarem caminho para passarem com as carroças.

Rurik ficou próximo às carroças guardando-as.

Então, nada puderam fazer quando foram surpreendidos por orcs que surgiram por trás da barricada com arcos já carregados com flechas e um orc grande, aparentemente o líder dando ordens de atirar na direção dos aventureiros!

O que será que acontecerá com eles? Aguarde a próxima sessão!

 

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Responses

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