Publicado por: Lourival Dias | 09/04/2012

[Reporte de Sessão 1] A Árvore Maldita

Um grupo de aventureiros estava naquela noite silenciosa reunido naquela Taverna de Riustur como tantos e tantos outros grupos poderiam estar reunidos em diversas tavernas na imensidão de Faerûn.

Há pouco aquele grupo havia se conhecido para solucionar o desaparecimento de um velho comerciante daquele vilarejo em que se encontravam. O vilarejo ficava ao sul do grande deserto do Anauroch e se chamava Nottinghappens.

O grupo de aventureiros era formado por:

 

Dorcas Ghoharimm, um anão clérigo que busca disseminar sua religião por diversas partes dos Reinos Esquecidos.

Iannan Wolfsbane, elfo guerreiro, ovelha negra de sua família e cujo objetivo era humilhar seus irmãos por todas as humilhações sofridas no passado.

Éowyn Darkmoon, um elfo mago que sempre quis ser um herói e quem sabe conquistar a imortalidade, sempre inspirado pelos contos antigos contados por seus pais a ele quando criança.

Zamurin, um clérigo humano que fora órfão muito cedo e cresceu criado pela ordem dos Homens Santos, uma ordem de Paladinos e de Clérigos de Faerûn, assim com o passar do tempo ele também se tornou membro da ordem.

Hildigrim Hamson, um halfling ladrão que busca encontrar grandes tesouros e bastante riqueza.

 

Este era o grupo que se encontrava naquela taverna. No meio de canecas de vinho, cerveja e hidromel, pediram um carneiro assado para jantar. Porém, apenas o mago tinha dinheiro para pagar, os aventureiros estavam já há alguns dias comendo e bebendo por conta de Éowyn.

Enquanto conversavam sobre o sequestro do comerciante Thamior, o qual haviam solucionado a pouco mais de duas semanas, e sobre o passado de cada um ali presente, começaram a ouvir a conversa de dois homens que estavam sentados na mesma mesa que eles.

Os homens estavam tendo um diálogo bastante estranho.

– Com certeza foi Obed – disse o homem baixo, barbudo, atarracado e de voz arrastada.

– Acho que não, as crianças estão desaparecendo por outra causa – disse o outro homem, mais alto, magro, com barba feita e pouco grisalho.

– Mas o velho Obed é louco, ele deve estar raptando as crianças.

– O que importa é saber o que pode estar acontecendo com essas crianças e confortar os pais delas.

Os aventureiros entraram na conversa e quiseram saber mais daqueles dois homens o que estava acontecendo no vilarejo.

Então os homens falaram que já há uma semana crianças de até quatro anos estava desaparecendo misteriosamente da vila. Ninguém sabia para onde iam. Alguns bêbados chegaram a avistá-las perambulando pela noite como sonâmbulas. Alguns viam estas indo para o norte e quando tentavam pegá-las ou fugiam ou se soltavam com uma força tremenda. O velho de voz arrastada acreditava que outro velho, Obed Marsh, estaria matando essas crianças, mas o outro homem não concordava com isso e acreditava que estas crianças estavam sob algum tipo de feitiço.

– E há algo mais de estranho acontecendo? Perguntou Éowyn.

– Uma coisa bastante estranha que acontece é que nas noites em que uma criança desaparece não se escuta sons de pássaros, nenhum deles canta na noite nem no dia seguinte.

Então os aventureiros se deram conta de que naquela noite não ouviram sons de nada, nem corujas estavam fazendo o seu barulho característico.

Neste momento, enquanto conversavam, entraram dois guardas na taverna e logo atrás deles um homem baixo e careca, com uma longa veste azul, este desenrolou um pergaminho e falou em alto e bom som.

 

Ouçam todos! A todos que estejam interessados! O prefeito da vila Nottinghappens, senhor Bruntom, está contratando aventureiros para desvendar o desaparecimento das crianças de nosso vilarejo. Aqueles que forem corajosos e estiverem interessados deverão se dirigir até a casa do prefeito para acertarem os preparativos para a investigação. O prefeito será generoso no pagamento!

 

Após declamar estas palavras o homem enrolou o pergaminho e saiu escoltado pelos guardas.

Os aventureiros se entreolharam e aceitaram ir até a casa do prefeito e aceitar esta missão, afinal precisavam de dinheiro para se manter.

A vila possuía apenas duas ruas, paralelas uma com a outra, e várias travessas. A casa do prefeito ficava na mesma rua da taverna, porém mais ao norte.

Ao chegar na casa do prefeito Bruntom foram interrogados pelos guardas da entrada o motivo que estavam ali. Os aventureiros disseram que estavam ali para ajudar na investigação sobre o desaparecimento das crianças, eles haviam há alguns dias solucionado o sequestro de Thamior, um elfo comerciante daquela mesma vila.

Após estarem identificados foram encaminhados para dentro e alojados em uma pequena sala esperando o prefeito.

Bruntom, o prefeito, era um homem esguio, alto, de cabelos longos próximo aos ombros, vestia um gibão de couro batido e uma calça também de couro. O prefeito foi bastante receptivo e entrou logo no assunto das crianças desaparecidas.

– Procuramos logo solucionar o problema com as crianças, pois o que pode estar acontecendo com elas? Quem as raptou? Além do mais, o que pode começar com as crianças pode terminar com todos nós. As famílias estão sofrendo bastante. Toda a cidade está sofrendo silenciosamente, pois todos estão preocupados com o que pode estar acontecendo. Felizmente hoje tivemos uma grande pista do que pode estar acontecendo. Um ranger chegou à cidade vindo do norte e disse que, passando algum tempo após o crepúsculo ele viu, ou pensa ter visto, algo como uma criança se aproximando de uma árvore e entrado em um buraco que havia nela. Ao se aproximar da árvore percebeu que dentro do buraco não havia ninguém e só viu o solo.a árvore era oca ao que parece, provavelmente morta.

– E qual o nome e onde está esse ranger? Perguntou Zamurin.

– Ele se chama Sollano e está instalado na Taverna de Riustur.

– E quanto receberemos como recompensa? Perguntou Hildigrim.

– Darei 100 peças de ouro para cada um de vocês caso solucionem o caso.

Assim, todos concordaram e partiram para a missão. A princípio se dividiram em dois grupos. Zamurin e Dorcas, os dois clérigos, iriam ter com Sollano na estalagem, enquanto Éowyn, Iannan e Hildigrim iriam interrogar o velho Obed Marsh.

 

O interrogatório do velho Obed foi estranho e desconfortável. O velho não tinha sua razão normal, era um louco, alucinado por poços de água.

Ficou durante toda a visita dos três aventureiros oferecendo água do seu poço a eles.

Os investigadores ainda foram ver o poço do velho. Hildigrim desceu através de uma corda no poço para ver se não poderia ter alguma coisa ali. Quem sabe o velho não jogava as crianças lá. Dentro do poço, porém, só encontrou água e um rato morto de alguns dias, uma vez que já se encontrava em estado de putrefação.

Perceberam finalmente que o velho não oferecia nenhuma maldade e não escondia nada. O mesmo variava muito seus pensamentos, esquecia-se constantemente do que falava e a comunicação era um pouco difícil.

Assim, os três aventureiros se despediram dali e seguiram para a taverna, onde encontraria com os clérigos.

 

Ao chegar na Taverna de Riustur; Zamurin e Dorcas perguntaram ao taverneiro onde estava alojado um ranger por nome Sollano, que havia chegado aquela noite na vila. Após o taverneiro dizer qual quarto aquele poderia ser encontrado foram até lá. Demoraram um pouco para serem recebidos, perceberam que o ranger era bastante precavido quanto à segurança.

Este falou para os dois clérigos o que ele viu: uma criança se aproximando de uma árvore e se jogando para dentro dela. A árvore era estranha, pois havia algo como uma face em seu tronco, sendo o buraco como se fosse a boca. A árvore se encontrava na beira da estrada norte, à caminho do Anauroch, mas a poucas horas de caminhada a partir da cidade.

Com base nestas informações os dois desceram e foram se encontrar com seus amigos.

 

Na frente da taverna, após todos terem se informado e interrogado o velho Obed e o ranger Sollano, seguiram para o norte com o objetivo de montar acampamento na estrada e esperar a passagem de alguma outra criança que poderia passar por ali naquela noite. E assim o fizeram. Montaram guarda e se dividiram em turnos de vigia. E, então esperaram.

Não havia passado muitas horas desde que haviam montando o acampamento quando viram uma criança, com roupas de dormir, andando sozinha pela estrada na direção do norte. Seus olhos estavam vidrados, chegando a quase nem piscar. Os aventureiros por sua vez seguiram a criança, até que avistaram uma árvore bastante estranha e peculiar ao longe. Sem se intromenter no caminhar da criança esperaram e a acompanharam. Quando já estavam próximos o bastante da árvore a criança começou a passar pelo buraco do tronco da árvore e então se jogou pra dentro. Zamurin e Hildigrim se amarraram em umas cordas e pularam para segurar a criança mas sem efeito, quando perceberam já haviam passado pelo que seria o chão da árvore e estavam caído no que parecia um poço, cavado debaixo da árvore.

O poço tinha aproximadamente uns 6 metros de profundidade, ao menos essa era aproximadamente a distância em que o clérigo e o ladrão viam alguma coisa, e esta coisa era uma plataforma para onde emanava uma luminosidade tênue vinda de algo como uma caverna.

Zamurin e Hildigrim estavam pendurados pelas cordas e já não viram mais nenhum sinal das crianças. Em dois lados opostos do poço haviam barras de ferro postas como se fossem para servir de escadas. Os aventureiros escalaram por ali para avisar seus amigos da situação.

Hildigrim, com agilidade, foi o primeiro a alcançar o topo do poço e todos os outros que estavam do lado de fora olhando o interior da árvore com a ajuda de tochas tomaram um susto quando apenas a cabeça de Hildigrim surgiu no solo. Assim, perceberam que aquilo se tratava de uma ilusão.

O ladrão tratou logo de passar a situação aos seus companheiros e o clérigo vinha subindo pelas barras de ferro quando de repente uma delas se soltou e ele, após já ter se desamarrado da corda, caiu pelo poço até atingir a plataforma lá embaixo.

Todos os outros aventureiros se apressaram em passar pelo buraco da árvore e descer pelas escadas do poço. Então virão Zamurin estatelado lá embaixo, na plataforma, mas ao que parecia não havia sofrido muitos danos, pois já se levantava e então se colocou em posição de ataque.

Mas o que estava acontecendo?

Alguns dos aventureiros já estavam chegando ao nível da plataforma e puderam também ver que para dentro da caverna, de onde emanava luz, havia um grupo de criaturas reptilianas, pequenas, fazendo pequenos grunhidos e guinchos e prontos para atacar os intrusos. Eram Kobolds.

Pelo número, em torno de oito, os aventureiros estavam esperando um ataque maciço e difícil, mas se enganaram, para sua sorte.

Zamurin fora o único que sofreu mais, pois já ferido pela queda foi atingido por uma lança de um dos kobolds e então caiu inconsciente.

Os outros exploradores começaram a atacar os kobolds e logo que os atingiam ou com magia ou com flechas estes logo caiam mortor. Até que não sobrou nenhum kobold naquela câmara.

Os exploradores começaram a observar o que havia naquela câmara, encontraram alguns restos de comida, algumas armas velhas, mas o que mais chamou a atenção deles e os repugnou fora um braço que parecia ter pertencido a uma criança, este já estava em estado de putrefação e com algumas mordidas, provavelmente dos kobolds.

Além disso, dentro de um balde, encontraram vários crânios também de crianças humanas, e deles todos os dentes foram tirados. Os crânios estavam todos limpos.

Procurando por mais coisas não encontraram, apenas viram que o poço não acabava ali, mas seguia para mais fundo na terra em uma passagem à frente da plataforma. E para ali os aventureiros seguiram.

 

O que será que os espera na próxima aventura? Veremos…

 

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