Publicado por: Lourival Dias | 26/05/2017

[Reporte de Sessão] Resgate em Rivenroar (Sessão 1)

Aquele grupo de aventureiros há muito já se conhecia. Já haviam realizado algumas missões juntos.

Therion, o tiefling bruxo; Kormash, o draconato guerreiro; Medrach, o draconato paladino; e Valaris, o elfo patrulheiro estavam de passagem pela pequena cidade de Brindol, no Vale Elsir, mais especificamente na Costa da Espada.

A noite seguia muito divertida e tranquila na Taverna Chifre e Espinho, regada a hidromel e carne assada de javali, enquanto muita conversa dava completava o tom da noite.

Porém, o suave ruído do anoitecer na taverna foi interrompido pela porta quebrada, que voa de suas dobradiças para aterrissar entre as mesas mais próximas e de onde surgem hobgoblins com suas espadas em riste. Assim que entram já gritam: “- Por Siruth! Pela Mão!” e começam a usar suas espadas mortalmente.

Alguns dos fregueses são logo assassinados e os aventureiros entram em ação prontamente. Conforme matavam os hobgoblins, mais desses monstros entravam pela porta da frente, além disso, goblins também se faziam presentes, portando tochas e se preocupando em atear fogo nos diversos objetos bem como na construção.

Os sons de gritos também podiam ser ouvidos vindos de fora, a confusão estava generalizada.

Infelizmente, dentro da taverna não era diferente. Todos os aldeões que ali se encontravam foram mortos. Ao menos não demorou muito para que os aventureiros pusessem fim àqueles monstros que ali tinham adentrado.

Após terem matado os invasores os aventureiros saíram. Na cidade como um todo, reinava caos e destruição. Várias casas pegavam fogo, vários corpos tanto de monstros quanto de moradores jaziam pelo chão.

Soldados e demais cidadãos apareciam correndo de todos os lados portando baldes para pegar água do poço que ficava à frente da taverna na tentativa de apagar o fogo. Os aventureiros estavam atônitos com tamanha confusão.

Foi aí que mais gritos vindos do norte da cidade chamaram a atenção dos heróis. Pessoas corriam desesperadas na esperança de escapar da morte.

À frente do grupo de exploradores um enorme ogro selvagem caminhava portando em uma de suas mãos um barril em chamas, na outra um grande clava e ainda amarrada na cintura uma carroça com dois goblins que disparavam seus arcos sem parar na direção dos aldeões.

O ogro avançou na direção dos aventureiros. Lançou em sua direção o barril em chamas que explodiu deixando alguns soldados da cidade que por ali ainda se encontravam feridos.

Ogro e goblins desferiram vários ataques contra os heróis, muitos acabaram feridos, mas ao fim conseguiram a vitória contra aquela terrível criatura.

Aqueles que ficaram feridos foram levados para uma das poucas casas que não estava destruída por aquela invasão. Aparentemente, o ataque à cidade estava perdendo a força. Os monstros estavam recuando.

No outro dia era possível ver ainda mais claramente o quanto de dano a cidade sofreu. Era quase impossível não ver nenhuma casa que não estivesse com marcas de incêndio.

Um dos conselheiros da cidade, Eoffram Troyas, um meio-elfo bastante elegante, chegou até a casa onde os aventureiros estavam hospedados para os cumprimentar pessoalmente pelo serviço e auxílio que haviam dado à cidade, matando alguns daqueles “terríveis invasores que já há muito tempo perturbavam a paz de Brindol”.

Troyas participou para os viajantes que várias pessoas importantes foram capturadas, como o chefe da guarda e seu filho, além de vários tesouros do Salão da Grande Honra que também foram levados. Disse ainda que gostaria de contar com a ajuda dos heróis para que pudessem dar um jeito de destruir aqueles invasores, que eram chefiados pelo hobgoblin chamado Siruth.

Além disso, informou que um dos hobgoblins havia sido capturado e que se quisessem poderiam interroga-lo, caso se dispusessem a ajudar a cidade.

Os aventureiros aceitaram a oferta, primeiro pelo senso de honra que era muito forte, principalmente nos draconatos (haviam vidas envolvidas!), e depois pela possibilidade de conseguirem dinheiro para sua sobrevivência.

Os aventureiros, guiados por Troyas, foram levados até o galpão onde se encontrava o hobgoblin, este estava amarrado e dentro de uma grade, ao redor vários tomates, ovos e pedaços de madeira podre indicavam o tipo de tratamento que ele vinha recebendo.

Após muita conversa, blefe, intimidação (principalmente por parte dos draconatos), o hobgoblin falou várias informações relevantes.

Em sua fala gutural falou que Siruth está montando um exército de goblins, hobgoblins e ogros nas catacumbas das ruínas do Castelo Rivenroar. Todos os monstros, durante a invasão, tinham ordens para fazer prisioneiros para levar até Siruth, provavelmente ele iria entrega-los aos “horrores mortos-vivos” e, finalmente, sobre os tesouros não sabia nada, sobre estes Siruth não havia falado nada.

Conversando com os guardas da prisão improvisada souberam que realmente entre as cidades de Brindol e Talar ficavam as tais ruínas de Rivenroar.

Após deixar o galpão os aventureiros partiram rumo as tais ruínas com o objetivo de recuperar os prisioneiros e os tesouros levados de Brindol.

Saindo da cidade conseguiram facilmente rastrear o exército invasor da noite anterior, caminharam cerca de metade de um dia, parando apenas para comer pão presto com azeite de almoço e dar prosseguimento à missão.

Nestas viagens é bastante comum o encontro com criaturas selvagens, principalmente em regiões ermas como aquela em que estavam se aventurando; e não poderia ser diferente para esses heróis. À tarde se depararam com um urso da caverna no meio da estrada o qual se arremeteu sobre os aventureiros iniciando um combate sangrento. Felizmente conseguiam se ver livres da criatura.

Ao cair da tarde vislumbraram ao longe as torres arruinadas de Rivenroar.

O que será que aguarda os aventureiros? Até a próxima sessão.

 

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